SES-RJ - Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2021
Com 38 semanas, uma gestante abandonou o pré-natal, pois descobriu polidramnia através de uma ultrassonografia realizada na 26° semana. Teve parto normal a termo, porém o recém-nascido apresenta intensa distensão abdominal ao chorar e engasgos ao mamar o colostro. Nesse caso, a mal formação a ser considerada consiste em:
Polidramnia pré-natal + RN com engasgos/sialorreia/distensão abdominal → suspeitar de atresia de esôfago com fístula traqueoesofágica.
A atresia de esôfago com fístula traqueoesofágica é uma malformação congênita grave, frequentemente associada à polidramnia devido à incapacidade fetal de deglutir o líquido amniótico. No RN, manifesta-se por engasgos, cianose e distensão abdominal, especialmente ao chorar, pela passagem de ar para o trato gastrointestinal via fístula.
A atresia de esôfago é uma malformação congênita grave caracterizada pela interrupção da continuidade do esôfago, frequentemente associada a uma fístula traqueoesofágica (FTE). A incidência é de aproximadamente 1 em 3.500 nascidos vivos. O tipo mais comum (85-90%) é a atresia de esôfago com fístula traqueoesofágica distal (Tipo III de Gross ou C de Vogt), onde o esôfago proximal termina em fundo cego e o esôfago distal se comunica com a traqueia. O diagnóstico pode ser suspeitado no pré-natal pela presença de polidramnia em ultrassonografias, indicando a incapacidade fetal de deglutir o líquido amniótico. No período neonatal, os sinais clínicos são marcantes: sialorreia excessiva, engasgos, tosse e cianose durante as tentativas de alimentação, além de refluxo de secreções pela boca e nariz. A distensão abdominal ao chorar é um sinal importante da fístula traqueoesofágica, pois o ar da traqueia passa para o trato gastrointestinal. A confirmação diagnóstica é feita pela impossibilidade de passagem de uma sonda orogástrica ou nasogástrica para o estômago, que se enrola no fundo do saco esofágico superior. Radiografias de tórax e abdome com a sonda no esôfago confirmam o diagnóstico e podem mostrar a presença de ar no estômago e intestino, indicando a fístula. O tratamento é cirúrgico e deve ser realizado precocemente para evitar complicações respiratórias graves, como pneumonias aspirativas.
Recém-nascidos com atresia de esôfago frequentemente apresentam sialorreia excessiva, engasgos, tosse e cianose durante as tentativas de alimentação, além de distensão abdominal (se houver fístula traqueoesofágica distal) ou abdome escavado (se não houver fístula).
A polidramnia (excesso de líquido amniótico) é um achado comum na atresia de esôfago, pois o feto não consegue deglutir e absorver o líquido amniótico, que é um mecanismo importante para a regulação do seu volume.
O diagnóstico é suspeitado clinicamente e confirmado pela impossibilidade de passar uma sonda nasogástrica ou orogástrica para o estômago, que se enrola no fundo do saco esofágico superior. Radiografias simples de tórax e abdome podem mostrar a sonda enrolada e a presença de ar no estômago/intestino (se houver fístula).
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