Atresia de Esôfago: Tipos e Forma Mais Comum

SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2025

Enunciado

A atresia de esôfago é uma malformação congênita que se caracteriza pela interrupção do esôfago. Assinale a alternativa que corresponde à forma mais comum de atresia de esôfago.

Alternativas

  1. A) Atresia de esôfago com fístula traqueoesofágica distal.
  2. B) Atresia de esôfago sem fístula.
  3. C) Atresia de esôfago com fístula traqueoesofágica proximal.
  4. D) Fístula traqueoesofágica em H.

Pérola Clínica

Atresia de esôfago tipo C (fístula distal) é a mais comum (~85%) e apresenta ar no TGI.

Resumo-Chave

A atresia de esôfago com fístula distal permite a passagem de ar para o estômago, sendo identificada radiograficamente pela presença de bolha gástrica em um RN que não progride sonda.

Contexto Educacional

A atresia de esôfago é uma das malformações congênitas mais relevantes da cirurgia pediátrica, ocorrendo em aproximadamente 1 em cada 3.500 nascidos vivos. A falha na recanalização do esôfago durante a embriogênese resulta em um fundo cego superior. A variante mais comum, o Tipo C de Gross, envolve uma fístula entre a traqueia e o segmento esofágico distal, o que leva à distensão abdominal por entrada de ar no trato digestivo. O manejo inicial foca na prevenção da pneumonia por aspiração, mantendo a bolsa superior drenada e o paciente em posição elevada. O tratamento definitivo é cirúrgico, visando a ligadura da fístula e a anastomose primária dos cotos esofágicos. O prognóstico depende principalmente do peso ao nascer e da presença de anomalias cardíacas associadas.

Perguntas Frequentes

Como diagnosticar a atresia de esôfago?

O diagnóstico é sugerido pela presença de sialorreia excessiva, engasgos na primeira mamada e impossibilidade de progressão de sonda orogástrica até o estômago. A confirmação é feita por radiografia de tórax e abdome, que mostra a sonda enrolada na bolsa esofágica superior e a presença ou ausência de ar no estômago.

O que é a classificação de Gross?

É o sistema mais utilizado para classificar as atresias de esôfago. O Tipo A é atresia pura (sem fístula); Tipo B tem fístula proximal; Tipo C tem fístula distal (mais comum); Tipo D tem fístula proximal e distal; e Tipo E é a fístula em H (sem atresia).

Qual a associação com a síndrome VACTERL?

Cerca de 50% dos pacientes com atresia de esôfago apresentam outras malformações. O acrônimo VACTERL refere-se a defeitos Vertebrais, Anais, Cardíacos, Traqueoesofágicos, Renais e de Membros (Limbs). A avaliação ecocardiográfica e renal é mandatória antes da cirurgia.

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