UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2022
Em relação à atresia de esôfago (AE), assinale a alternativa correta.
Atresia de Esôfago (AE) → Polidrâmnia + ausência de ar no estômago (USG fetal).
A polidrâmnia ocorre na atresia de esôfago devido à incapacidade do feto de deglutir o líquido amniótico. A ausência de ar no estômago ao USG fetal sugere que o esôfago não está conectado ao estômago, impedindo a passagem de ar.
A atresia de esôfago (AE) é uma malformação congênita grave que envolve a interrupção da continuidade do esôfago, frequentemente associada a uma fístula traqueoesofágica. Sua incidência é de aproximadamente 1 em 3.500 nascidos vivos, e o diagnóstico precoce é crucial para o manejo adequado e a prevenção de complicações. O diagnóstico pode ser suspeitado no período pré-natal pela presença de polidrâmnia no ultrassom fetal, que ocorre porque o feto não consegue deglutir o líquido amniótico. A ausência de ar no estômago fetal também é um sinal sugestivo, indicando que não há comunicação entre o esôfago e o estômago. Após o nascimento, a incapacidade de passar uma sonda nasogástrica, sialorreia excessiva e engasgos durante as tentativas de alimentação são sinais clínicos importantes. O tratamento da atresia de esôfago é cirúrgico, visando restabelecer a continuidade do trato digestório. A cirurgia não é necessariamente de emergência, mas deve ser realizada assim que o neonato estiver estável. É fundamental o manejo cuidadoso do coto proximal para evitar aspiração e pneumonia. As malformações associadas são comuns e devem ser ativamente investigadas, pois impactam o prognóstico e o plano de tratamento.
Os principais sinais pré-natais de atresia de esôfago incluem polidrâmnia (excesso de líquido amniótico) devido à incapacidade fetal de deglutir e, em alguns casos, a ausência ou diminuição do tamanho da bolha gástrica no ultrassom fetal.
A atresia de esôfago está frequentemente associada a outras anomalias congênitas, especialmente as da síndrome VACTERL (anomalias Vertebrais, Anais, Cardíacas, Traqueoesofágicas, Renais e dos Membros).
O tipo mais comum de atresia de esôfago é o tipo III (ou C), que consiste em atresia esofágica com fístula traqueoesofágica distal. Isso permite a passagem de ar para o estômago, mas impede a alimentação oral e pode causar aspiração.
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