PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2025
De acordo com a classificação da atresia de esôfago segundo Gross, o tipo D é aquele que apresenta:
Atresia de esôfago tipo D (Gross) = Atresia esofágica + fístula traqueo-esofágica proximal E distal.
A classificação de Gross para atresia de esôfago é fundamental para o planejamento cirúrgico. O tipo D, embora raro, é caracterizado pela atresia do esôfago com a presença de fístulas traqueo-esofágicas tanto no segmento proximal quanto no distal.
A atresia de esôfago é uma malformação congênita grave caracterizada pela interrupção da continuidade do esôfago, frequentemente associada a uma fístula traqueo-esofágica (FTE). Sua incidência é de aproximadamente 1 em 3.500 nascidos vivos, e o diagnóstico precoce é vital para a sobrevida do recém-nascido. A classificação de Gross é amplamente utilizada para descrever os diferentes tipos anatômicos, auxiliando no planejamento cirúrgico e no prognóstico. A fisiopatologia da atresia de esôfago envolve uma falha na separação do tubo traqueoesofágico durante o desenvolvimento embrionário, por volta da 4ª a 5ª semana de gestação. Os sinais clínicos incluem sialorreia excessiva, engasgos, tosse e cianose durante as tentativas de alimentação, e a incapacidade de passar uma sonda nasogástrica. O diagnóstico é confirmado por radiografia de tórax após a tentativa de passagem da sonda. A classificação de Gross detalha os tipos: Tipo A (atresia pura, sem fístula), Tipo B (atresia com FTE proximal), Tipo C (atresia com FTE distal, o mais comum), Tipo D (atresia com FTE proximal e distal) e Tipo E (Fístula H, sem atresia). O tipo D, objeto da questão, é o mais complexo devido à presença de duas fístulas, o que aumenta o risco de aspiração e complica a correção cirúrgica. O tratamento é cirúrgico, visando restabelecer a continuidade do esôfago e fechar as fístulas, com prognóstico que depende da extensão da malformação e da presença de outras anomalias congênitas.
A classificação de Gross divide a atresia de esôfago em 5 tipos principais: A (atresia sem fístula), B (atresia com fístula proximal), C (atresia com fístula distal - o mais comum), D (atresia com fístula proximal e distal) e E (fístula H sem atresia).
Os sinais incluem sialorreia excessiva (baba), engasgos, tosse e cianose durante as tentativas de alimentação, dificuldade respiratória e incapacidade de passar uma sonda nasogástrica além de 10-15 cm da narina.
A identificação das fístulas é crucial para o planejamento cirúrgico. Fístulas distais permitem a descompressão do estômago e evitam a aspiração de conteúdo gástrico para os pulmões. Fístulas proximais aumentam o risco de aspiração de saliva. A presença de ambas (Tipo D) exige uma abordagem cirúrgica mais complexa.
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