UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2020
A respeito da atresia de esôfago, considere as afirmativas a seguir. I. A suspeita diagnóstica ocorre no pré-natal e é confirmada na sala de parto.II. As complicações pós- operatórias mais frequentes são deiscência da anastomose, estenose da anastomose e refluxo gastroesofágico (RGE).III. As anomalias associadas mais frequentes são cardíacas, renais e neurológicas. IV. O tipo mais comum é sem fístula traqueoesofágica. Assinale a alternativa correta.
Atresia de esôfago: Suspeita pré-natal (polidrâmnio), confirmada pós-parto (sonda). Complicações: deiscência, estenose, RGE.
A atresia de esôfago é uma malformação congênita com suspeita pré-natal (polidrâmnio) e confirmação pós-parto (incapacidade de passar sonda orogástrica). As complicações pós-operatórias mais comuns são deiscência e estenose da anastomose, além de refluxo gastroesofágico. O tipo mais comum é com fístula traqueoesofágica distal.
A atresia de esôfago é uma malformação congênita grave caracterizada pela interrupção da continuidade do esôfago, frequentemente associada a uma fístula traqueoesofágica. Sua incidência é de aproximadamente 1 em 3.500 nascidos vivos. A suspeita diagnóstica pode ocorrer no pré-natal, principalmente pela presença de polidrâmnio no ultrassom, devido à incapacidade fetal de deglutir o líquido amniótico. A confirmação é feita na sala de parto pela impossibilidade de passagem de uma sonda orogástrica para o estômago. O tipo mais comum de atresia de esôfago (cerca de 85% dos casos) é o tipo C de Grosser, que consiste em atresia esofágica com fístula traqueoesofágica distal. O manejo é cirúrgico, visando restabelecer a continuidade do esôfago e fechar a fístula. As complicações pós-operatórias são frequentes e incluem deiscência da anastomose, estenose da anastomose e refluxo gastroesofágico (RGE), que pode ser grave e persistente, exigindo tratamento clínico ou cirúrgico adicional. É crucial para residentes e estudantes de medicina estar ciente das anomalias congênitas associadas, que ocorrem em até 50% dos casos e são frequentemente mais graves que a própria atresia. As mais comuns são cardíacas, gastrointestinais e geniturinárias, frequentemente agrupadas no espectro VACTERL. A investigação completa dessas anomalias é essencial para o planejamento terapêutico e o prognóstico do recém-nascido.
No pré-natal, a principal suspeita de atresia de esôfago é o polidrâmnio, devido à incapacidade do feto de deglutir o líquido amniótico. No pós-parto, a suspeita é confirmada pela incapacidade de passar uma sonda orogástrica ou nasogástrica para o estômago, além de sialorreia e engasgos durante a alimentação.
As complicações pós-operatórias mais frequentes da atresia de esôfago incluem deiscência da anastomose (vazamento na sutura), estenose da anastomose (estreitamento no local da cirurgia) e refluxo gastroesofágico (RGE), que pode ser persistente e necessitar de tratamento a longo prazo.
A atresia de esôfago está frequentemente associada a outras anomalias congênitas, que podem ser lembradas pelo acrônimo VACTERL: Vertebrais, Anais (atresia anal), Cardíacas, Traqueoesofágicas (além da fístula principal), Renais e dos Membros (Limb). As anomalias cardíacas são as mais comuns, seguidas pelas gastrointestinais e geniturinárias.
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