SUS-BA - Sistema Único de Saúde da Bahia — Prova 2025
Paciente recém-nascida, apresenta tosse e baixa aceitação da amamentação na sala de parto. A\ncriança nasceu com baixo peso. Ao exame físico, taquipneia leve, abdome distendido e indolor à\npalpação.\n\nDiante das informações, indique a principal suspeita diagnóstica para a paciente:
RN com salivação excessiva + engasgos + impossibilidade de passar sonda gástrica = Atresia de Esôfago.
A atresia de esôfago manifesta-se precocemente por sialorreia e impossibilidade de progressão da sonda gástrica; o abdome distendido sugere fístula distal.
A atresia de esôfago é uma malformação congênita resultante da interrupção do desenvolvimento do esôfago durante a embriogênese. O tipo mais comum é a atresia com fístula traqueoesofágica distal (Tipo C). Clinicamente, o recém-nascido apresenta salivação excessiva ('bolhas de saliva'), cianose e engasgos durante as tentativas de amamentação.\n\nO diagnóstico é confirmado pela radiografia de tórax e abdome com a sonda radiopaca parada no coto esofágico superior. A presença de gás no trato gastrointestinal confirma a fístula distal, enquanto um abdome escavado sugere atresia isolada sem fístula. O manejo inicial foca na proteção da via aérea e encaminhamento cirúrgico urgente.
A impossibilidade de passar uma sonda nasogástrica ou orogástrica até o estômago em um recém-nascido com salivação abundante e engasgos.
Em casos de atresia de esôfago, a presença de ar no trato gastrointestinal (distensão) indica a existência de uma fístula traqueoesofágica distal (Tipo C).
Deve-se investigar o complexo VACTERL: malformações Vertebrais, Anais, Cardíacas, Traqueoesofágicas, Renais e de Membros (Limb).
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