UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2024
Recém-nascido de 38 semanas de idade gestacional, nascido de parto cesárea, bolsa rota no ato operatório, presença de polidrâmnio, pesando 2.700 gramas e Apgar 7/9. Após o nascimento, RN evoluiu com desconforto respiratório, sialorreia e cianose. Assinale a alternativa que apresenta a hipótese diagnóstica para este quadro:
RN + polidrâmnio + sialorreia + desconforto respiratório/cianose → Atresia de esôfago com fístula.
A tríade de polidrâmnio pré-natal, sialorreia excessiva e episódios de engasgos/cianose com tentativas de alimentação em um recém-nascido é altamente sugestiva de atresia de esôfago, frequentemente associada a fístula traqueoesofágica.
A atresia de esôfago é uma malformação congênita grave caracterizada pela interrupção da continuidade do esôfago, frequentemente associada a uma fístula traqueoesofágica. É uma condição que exige diagnóstico e tratamento cirúrgico precoces, sendo um tópico recorrente em provas de residência em pediatria e cirurgia pediátrica. Os sinais clínicos são cruciais para o diagnóstico. O polidrâmnio materno é um achado pré-natal comum, pois o feto não consegue deglutir o líquido amniótico. Após o nascimento, o recém-nascido apresenta sialorreia excessiva (baba constante), engasgos, tosse e cianose durante as tentativas de alimentação, devido à regurgitação do leite e aspiração para as vias aéreas. O desconforto respiratório é uma complicação frequente. O diagnóstico é confirmado pela incapacidade de passar uma sonda nasogástrica até o estômago, que se enrola no fundo cego do esôfago superior, visível em radiografia. O tratamento é cirúrgico, visando a correção da atresia e o fechamento da fístula. O manejo pós-operatório e as possíveis complicações, como estenose esofágica, são pontos importantes a serem considerados.
Os principais achados incluem polidrâmnio materno, sialorreia excessiva (baba constante), engasgos, tosse e cianose durante as tentativas de alimentação, e incapacidade de passar uma sonda nasogástrica.
O polidrâmnio ocorre porque o feto não consegue deglutir e absorver o líquido amniótico normalmente devido à obstrução esofágica, levando ao acúmulo excessivo de líquido no útero.
O diagnóstico é confirmado pela tentativa de passagem de uma sonda nasogástrica que encontra resistência e se enrola no esôfago superior, visível em radiografia simples de tórax e abdômen.
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