SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2023
Leia o caso clínico. RN, filho de mãe sem pré-natal, a termo, com APGAR 9/9, evolui em seguida ao parto, com desconforto respiratório progressivo e eliminação em excesso de secreção salivar espumosa pela boca e narinas.Nesse caso, qual é a patologia do RN?
RN com desconforto respiratório + sialorreia excessiva = suspeitar de atresia de esôfago.
A atresia de esôfago se manifesta no RN com dificuldade para deglutir, levando a acúmulo de saliva e secreção espumosa, além de desconforto respiratório por aspiração ou fístula traqueoesofágica. A ausência de pré-natal dificulta o diagnóstico de polidrâmnio, que é um forte indício.
A atresia de esôfago é uma malformação congênita caracterizada pela interrupção da continuidade do esôfago, frequentemente associada a uma fístula traqueoesofágica. É uma emergência cirúrgica neonatal, com incidência de 1 em cada 3.000 a 4.500 nascidos vivos. A ausência de pré-natal dificulta a detecção de polidrâmnio, um forte indicativo pré-natal. Clinicamente, o recém-nascido apresenta sialorreia excessiva (secreção espumosa pela boca e narinas) devido à incapacidade de deglutir a saliva, engasgos e episódios de cianose e desconforto respiratório, especialmente após tentativas de alimentação, decorrentes da aspiração de saliva ou refluxo gástrico pela fístula. O diagnóstico é confirmado pela impossibilidade de progressão de uma sonda nasogástrica e radiografia. O tratamento é cirúrgico, visando restabelecer a continuidade do esôfago e corrigir a fístula. O manejo pré-operatório inclui aspiração contínua do fundo de saco esofágico para evitar aspiração pulmonar e suporte respiratório. O prognóstico depende da presença de anomalias associadas (VACTERL) e do peso ao nascer.
Os sinais incluem sialorreia excessiva (secreção salivar espumosa), engasgos, tosse, cianose e desconforto respiratório, especialmente durante as tentativas de alimentação.
O diagnóstico é suspeitado clinicamente e confirmado pela impossibilidade de passar uma sonda orogástrica ou nasogástrica além de 10-12 cm da narina, seguido por radiografia de tórax e abdome.
A atresia de esôfago impede que o feto degluta o líquido amniótico, levando ao acúmulo excessivo de líquido no útero materno, caracterizando o polidrâmnio.
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