Atresia de Esôfago: Classificação de Gross e Sinais

UNIATENAS - Centro Universitário Atenas (MG) — Prova 2025

Enunciado

Petter, recém-nascido a termo, AIG. Mãe com história de polidrâmnio na gestação. Apresenta desconforto respiratório durante as mamadas e salivação aerada. Pediatra teve dificuldade em progredir sonda gástrica na sala de parto. Foi diagnosticado com atresia de esôfago com fístula traqueoesofágica distal. Segundo classificação de gross, qual o tipo provável?

Alternativas

  1. A) A
  2. B) B
  3. C) C
  4. D) D
  5. E) E

Pérola Clínica

Atresia esofágica + fístula traqueoesofágica distal (85% casos) = Tipo C de Gross.

Resumo-Chave

A atresia de esôfago com fístula traqueoesofágica distal (tipo C de Gross) é a forma mais comum. A história de polidrâmnio, dificuldade de progressão da sonda gástrica, salivação aerada e desconforto respiratório durante as mamadas são sinais clássicos que levam a essa suspeita diagnóstica.

Contexto Educacional

A atresia de esôfago é uma malformação congênita grave que exige diagnóstico e intervenção precoces. A classificação de Gross é essencial para a compreensão e manejo dessa condição, sendo o tipo C (atresia esofágica com fístula traqueoesofágica distal) o mais comum, representando cerca de 85% dos casos. O conhecimento dessa classificação é crucial para residentes em pediatria e cirurgia pediátrica. Clinicamente, a atresia de esôfago é frequentemente suspeitada já no período pré-natal pela presença de polidrâmnio. Após o nascimento, o recém-nascido pode apresentar salivação excessiva e aerada, engasgos e desconforto respiratório durante as mamadas, além da incapacidade de progredir uma sonda nasogástrica. A fístula distal no tipo C permite que o ar do trato respiratório entre no estômago, distendendo-o, e o refluxo de conteúdo gástrico para os pulmões, causando pneumonite química. O diagnóstico é confirmado por radiografia após tentativa de passagem de sonda. O tratamento é cirúrgico, visando a correção da atresia e o fechamento da fístula. O prognóstico depende de fatores como prematuridade, peso ao nascer e presença de outras anomalias congênitas. A identificação rápida e o manejo adequado são vitais para a sobrevida e qualidade de vida desses pacientes.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais clínicos da atresia de esôfago em recém-nascidos?

Os sinais incluem polidrâmnio materno, salivação excessiva e aerada, engasgos e desconforto respiratório durante as mamadas, e incapacidade de progredir uma sonda gástrica.

Qual a importância do polidrâmnio na gestação para o diagnóstico de atresia de esôfago?

O polidrâmnio ocorre porque o feto não consegue deglutir o líquido amniótico devido à atresia esofágica, levando ao acúmulo e é um forte indicativo pré-natal.

Como a classificação de Gross diferencia os tipos de atresia de esôfago?

A classificação de Gross categoriza a atresia de esôfago com base na presença e localização da fístula traqueoesofágica, sendo o tipo C (atresia com fístula distal) o mais comum.

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