Atresia de Esôfago: Classificação de Gross e Tipos

UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2015

Enunciado

Em relação às doenças do esôfago, sabe-se que:

Alternativas

  1. A) O divertículo de Zenker é classificado como um divertículo falso, de tração formado no triângulo de Killian.
  2. B) Na esofagite caústica grau 2b da classificação de Zagar, Deve ser realizada cirurgia precoce na maioria das vezes devido ao alto grau de estenose.
  3. C) De acordo com a classificação de Rezende para megaesôfago, o grau III corresponde à dilatação esofágica de 4 a 7 cm, associada a hipotonia e ondas terciárias.
  4. D) De acordo com a classificação de Gross, a atresia de esôfago mais comum é a do tipo C.

Pérola Clínica

Atresia de esôfago tipo C (Gross) = mais comum (85%), com fístula traqueoesofágica distal.

Resumo-Chave

A atresia de esôfago é uma malformação congênita grave. A classificação de Gross é amplamente utilizada, e o tipo C, que consiste em atresia esofágica com fístula traqueoesofágica distal, é de fato o mais comum, representando cerca de 85% dos casos.

Contexto Educacional

As doenças do esôfago abrangem uma vasta gama de condições, desde malformações congênitas até patologias adquiridas inflamatórias e motoras. A atresia de esôfago é uma anomalia congênita grave que requer intervenção cirúrgica precoce e é um tema recorrente em pediatria e cirurgia pediátrica. Compreender suas classificações é fundamental para o diagnóstico e planejamento terapêutico. A classificação de Gross para a atresia de esôfago é a mais utilizada e descreve cinco tipos principais. O tipo C, que consiste em atresia esofágica com fístula traqueoesofágica distal, é de longe o mais comum, representando cerca de 85% dos casos. Outros tipos incluem atresia sem fístula (tipo A), fístula em H sem atresia (tipo E), e atresia com fístula proximal ou proximal e distal (tipos B e D, respectivamente), que são mais raras. Outras condições esofágicas importantes incluem o divertículo de Zenker, que é um divertículo falso (de pulsão) que se forma no triângulo de Killian devido à disfunção cricofaríngea, e não de tração. A esofagite cáustica, classificada por Zargar, tem o grau 2b como lesões circunferenciais com alto risco de estenose, mas a cirurgia precoce não é a regra na maioria dos casos, sendo reservada para complicações como perfuração. O megaesôfago, por sua vez, tem diversas classificações (como a de Rezende), que correlacionam o grau de dilatação com a motilidade e a presença de ondas terciárias, sendo o grau III geralmente associado a dilatação maior e hipotonia.

Perguntas Frequentes

Qual é a classificação de Gross para a atresia de esôfago e qual o tipo mais comum?

A classificação de Gross descreve os diferentes tipos de atresia de esôfago. O tipo C é o mais comum (aproximadamente 85% dos casos), caracterizado por atresia esofágica com fístula traqueoesofágica distal.

O que é o divertículo de Zenker e qual sua principal característica?

O divertículo de Zenker é um divertículo falso (ou por pulsão) que se forma na parede posterior da faringe, na área de fraqueza conhecida como triângulo de Killian, devido à disfunção do músculo cricofaríngeo.

Quais são as principais complicações da esofagite cáustica e como é classificada?

As principais complicações incluem estenose esofágica, perfuração e risco aumentado de câncer. A classificação de Zargar (ou Endoscópica de Zargar) avalia a extensão da lesão, sendo o grau 2b lesões circunferenciais com ulcerações e exsudato, com alto risco de estenose.

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