INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2025
Recém-nascido a termo, do sexo masculino, nascido de parto via vaginal, Apgar 9/10, apresenta salivação excessiva e muco no canto da boca após o nascimento. Durante a amamentação, apresenta regurgitação, cianose, tosse e insuficiência respiratória. Na sala de parto, não foi realizada passagem de sonda pelas narinas, nem pela boca. A ultrassonografia pré-natal evidenciava polidrâmnio. Considerando o caso descrito, assinale a alternativa que apresenta o diagnóstico provável.
RN com polidrâmnio pré-natal + salivação excessiva + engasgos/cianose na alimentação → Atresia esofágica.
A atresia esofágica é uma malformação congênita caracterizada pela interrupção da continuidade do esôfago. O polidrâmnio pré-natal é um achado comum devido à incapacidade fetal de deglutir o líquido amniótico. Após o nascimento, a salivação excessiva e os episódios de engasgos e cianose durante a alimentação são sinais clássicos.
A atresia esofágica é uma malformação congênita grave que ocorre em aproximadamente 1 em cada 2.500 a 4.500 nascidos vivos. É caracterizada pela interrupção da continuidade do esôfago, frequentemente associada a uma fístula traqueoesofágica (FTE). O diagnóstico precoce é crucial para evitar complicações respiratórias graves, como aspiração. Os sinais clínicos clássicos incluem polidrâmnio na ultrassonografia pré-natal, salivação excessiva (sialorreia) e acúmulo de muco na boca do recém-nascido. Após o início da alimentação, o bebê apresenta engasgos, tosse, cianose e insuficiência respiratória devido à aspiração de leite ou saliva. A incapacidade de passar uma sonda nasogástrica ou orogástrica até o estômago é o sinal diagnóstico mais importante na sala de parto. A atresia esofágica é frequentemente associada a outras anomalias congênitas, como as da síndrome VACTERL (anomalias Vertebrais, Anais, Cardíacas, Traqueoesofágicas, Renais e dos Membros). O tratamento é cirúrgico, visando restaurar a continuidade do esôfago e fechar a fístula, se presente. O prognóstico depende da presença de outras malformações, do peso ao nascer e da distância entre os cotos esofágicos.
O tipo mais comum (85-90%) é a atresia esofágica com fístula traqueoesofágica distal, onde o segmento proximal do esôfago é cego e o distal se conecta à traqueia. Outros tipos incluem atresia sem fístula e fístula H isolada.
O polidrâmnio ocorre porque o feto não consegue deglutir e absorver o líquido amniótico devido à obstrução esofágica, levando ao acúmulo excessivo de líquido.
O teste diagnóstico definitivo é a impossibilidade de passar uma sonda nasogástrica ou orogástrica além de 10-12 cm da narina ou boca, confirmada por radiografia que mostra a sonda enrolada no coto esofágico superior.
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