SGCH - Santa Genoveva Complexo Hospitalar (MG) — Prova 2021
Dentre as anomalias abaixo, qual a que não esta associada a atresia de duodeno?
Atresia duodenal → frequentemente associada a Síndrome de Down, pâncreas anular e atresia de esôfago.
A atresia duodenal é uma obstrução congênita do duodeno, muitas vezes manifestada como "sinal da dupla bolha" na radiografia abdominal. É crucial reconhecer suas associações, pois a presença de uma anomalia pode indicar a necessidade de rastrear outras. A Síndrome de Turner não é uma associação clássica.
A atresia de duodeno é uma malformação congênita que resulta da falha na recanalização do lúmen duodenal durante o desenvolvimento embrionário, geralmente entre a 8ª e 10ª semana de gestação. Sua incidência é de aproximadamente 1 em 5.000 a 10.000 nascidos vivos, sendo uma causa comum de obstrução intestinal alta em neonatos. É fundamental para o residente reconhecer essa condição devido à sua apresentação clínica aguda e às importantes associações com outras anomalias. O diagnóstico pré-natal pode ser suspeitado por polidrâmnio e dilatação gástrica ou duodenal. Após o nascimento, a apresentação típica inclui vômitos biliares (se a atresia for distal à ampola de Vater) ou não biliares (se proximal), nas primeiras 24-48 horas. O achado radiológico clássico é o "sinal da dupla bolha", indicando dilatação do estômago e do duodeno proximal. A suspeita clínica e radiológica exige confirmação e investigação de anomalias associadas. O tratamento é cirúrgico, geralmente uma duodenoduodenostomia. É crucial a investigação de outras malformações, especialmente a Síndrome de Down (presente em 30-40% dos casos), pâncreas anular (15-25%) e atresia de esôfago (5-10%). A Síndrome de Turner, por outro lado, não é uma associação comum com a atresia duodenal, sendo mais conhecida por anomalias cardíacas e renais.
Vômitos biliares ou não biliares nas primeiras 24-48 horas de vida, distensão abdominal e ausência de eliminação de mecônio são os sinais clínicos mais comuns da atresia de duodeno em neonatos.
O achado radiológico clássico da atresia de duodeno é o sinal da "dupla bolha" na radiografia abdominal, que representa o estômago e o duodeno proximal dilatados devido à obstrução.
A Síndrome de Down (Trissomia do 21) é a cromossomopatia mais comum associada à atresia duodenal, ocorrendo em cerca de 30% dos casos, devido a falhas no desenvolvimento embriológico que afetam múltiplos sistemas.
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