Santa Casa de Ourinhos (SP) — Prova 2020
Recém nascido a termo, parto cesáreo eletivo, após 18h de vida apresenta recusa das mamadas, associado a vômitos biliosos e distensão abdominal. Sem febre. Sem sinais de infecção. Ao exame físico apresenta abdome distendido, indolor, sem sinais de peritonite. É realizado a radiografia de abdome abaixo. Qual o tratamento MAIS adequado para a patologia acima?
RN com vômitos biliosos e distensão abdominal precoce → suspeitar atresia duodenal. Tratamento = duodeno-duodenostomia.
Vômitos biliosos em um recém-nascido são sempre um sinal de alerta para obstrução intestinal distal à ampola de Vater e requerem investigação imediata. A atresia duodenal é uma causa comum, e seu tratamento definitivo é cirúrgico, geralmente por duodeno-duodenostomia.
A atresia duodenal é uma malformação congênita do trato gastrointestinal caracterizada pela oclusão completa do lúmen duodenal, sendo uma das causas mais comuns de obstrução intestinal alta em recém-nascidos. Sua incidência é de aproximadamente 1 em 5.000 a 10.000 nascidos vivos. É clinicamente importante devido ao risco de desidratação, desequilíbrio eletrolítico e aspiração, exigindo intervenção rápida. Frequentemente, está associada a outras anomalias congênitas, como a Síndrome de Down (em 30-50% dos casos) e malformações cardíacas ou renais. A apresentação clínica típica envolve vômitos biliosos (se a obstrução for distal à ampola de Vater) ou não biliosos (se proximal) nas primeiras 24-48 horas de vida, acompanhados de distensão abdominal epigástrica e recusa das mamadas. O diagnóstico é frequentemente suspeitado no pré-natal pela ultrassonografia, que pode mostrar polidrâmnio e dilatação gástrica e duodenal. Após o nascimento, a radiografia simples de abdome é crucial, revelando o clássico 'sinal da dupla bolha', indicativo de ar no estômago e no duodeno proximal dilatado, com ausência de gás distal. O tratamento definitivo da atresia duodenal é cirúrgico, após estabilização do recém-nascido com descompressão gástrica (sonda orogástrica) e hidratação venosa. A técnica cirúrgica mais comum é a duodeno-duodenostomia, que cria uma anastomose entre o duodeno proximal dilatado e o duodeno distal, restabelecendo a continuidade do trato gastrointestinal. O prognóstico é geralmente bom, especialmente em casos isolados, mas pode ser influenciado pela presença de anomalias associadas.
Os principais sinais incluem vômitos biliosos (ou não biliosos se a obstrução for proximal à ampola de Vater), que geralmente começam nas primeiras 24-48 horas de vida, e distensão abdominal epigástrica. O recém-nascido pode apresentar recusa alimentar e desidratação.
O diagnóstico é suspeitado clinicamente e confirmado por radiografia de abdome, que tipicamente mostra o 'sinal da dupla bolha' (uma bolha de ar no estômago e outra no duodeno proximal dilatado, sem gás distal). Ultrassonografia pré-natal pode sugerir o diagnóstico pela presença de polidrâmnio e dilatação gástrica/duodenal.
O tratamento cirúrgico padrão para atresia duodenal é a duodeno-duodenostomia, que consiste na anastomose do duodeno proximal dilatado com o duodeno distal, contornando a área atrésica. Antes da cirurgia, é essencial a descompressão gástrica com sonda orogástrica e hidratação venosa.
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