HPP - Hospital Infantil Pequeno Príncipe (PR) — Prova 2025
Recém-nascido de 24 horas, prematuro de 35 semanas, portador de Síndrome de Down, mão com história de polidrâmnio, internado em UTI, não evacuou e somente eliminou pouca quantidade de mecônio ao toque retal. Vômitos biliosos e desidratado. Exame físico sem outras alterações. RX simples de abdome evidencia o sinal da dupla bolha. Este quadro indica:
RN com Síndrome de Down + polidrâmnio + vômitos biliosos + sinal da dupla bolha → Atresia duodenal.
O sinal da dupla bolha no RX de abdome é patognomônico de atresia duodenal, indicando dilatação do estômago e da primeira porção do duodeno. A associação com Síndrome de Down e polidrâmnio pré-natal reforça o diagnóstico de obstrução intestinal alta congênita.
A atresia duodenal é uma malformação congênita do trato gastrointestinal caracterizada pela oclusão completa do lúmen duodenal. É uma das causas mais comuns de obstrução intestinal alta em neonatos, com uma incidência de aproximadamente 1 em 5.000 a 10.000 nascidos vivos. Sua importância clínica reside na necessidade de diagnóstico e intervenção cirúrgica precoces para evitar complicações graves como desidratação e distúrbios eletrolíticos. A fisiopatologia envolve uma falha na recanalização do duodeno durante a 8ª a 10ª semana de gestação. O diagnóstico é frequentemente suspeitado no pré-natal devido ao polidrâmnio materno e confirmado no pós-natal por vômitos biliosos e pelo clássico "sinal da dupla bolha" no raio-X simples de abdome, que representa a dilatação do estômago e do duodeno proximal. A associação com a Síndrome de Down é notável, sendo um marcador importante para rastreamento. O tratamento da atresia duodenal é cirúrgico, geralmente uma duodenoduodenostomia, que visa restabelecer a continuidade do trato gastrointestinal. Antes da cirurgia, é crucial estabilizar o recém-nascido com hidratação venosa, correção de distúrbios eletrolíticos e descompressão gástrica com sonda orogástrica. O prognóstico é geralmente bom com tratamento adequado, mas a presença de outras anomalias congênitas pode influenciar o desfecho.
Os principais sinais incluem vômitos biliosos nas primeiras 24-48 horas de vida, distensão epigástrica, ausência ou eliminação mínima de mecônio e, frequentemente, história de polidrâmnio materno.
O sinal da dupla bolha no raio-X de abdome indica a dilatação do estômago e da primeira porção do duodeno, separados pelo piloro, sendo patognomônico de atresia duodenal.
A atresia duodenal é uma das anomalias congênitas mais frequentemente associadas à Síndrome de Down (trissomia do cromossomo 21), ocorrendo em cerca de 8-12% dos casos.
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