Santa Casa de Cuiabá (MT) — Prova 2020
A alteração do trato gastrointestinal congênita que se associa frequentemente a outras anomalias, como cardiopatias congênitas, atresia esofágica, ânus imperfurado, atresia de intestino delgado, atresia biliar, anomalias renais e vertebrais, que geralmente apresenta a radiografia clássica abaixo é:
Atresia duodenal: radiografia 'dupla bolha' + alta associação com Síndrome de Down e outras anomalias.
A atresia duodenal é uma obstrução congênita do duodeno, classicamente associada à imagem radiográfica de 'dupla bolha' (estômago e duodeno proximal dilatados). É frequentemente acompanhada por outras malformações e tem alta incidência em pacientes com Síndrome de Down.
A atresia duodenal é uma malformação congênita do trato gastrointestinal caracterizada pela obstrução completa ou incompleta do duodeno. É uma das causas mais comuns de obstrução intestinal alta em neonatos, com uma incidência de aproximadamente 1 em 5.000 a 10.000 nascidos vivos. Sua identificação precoce é crucial devido à necessidade de intervenção cirúrgica e à frequente associação com outras anomalias. Clinicamente, a atresia duodenal manifesta-se com vômitos biliosos (se a obstrução for distal à ampola de Vater) ou não biliosos (se proximal), geralmente nas primeiras 24-48 horas de vida. A radiografia simples de abdome é diagnóstica, revelando o clássico sinal da 'dupla bolha', que corresponde ao estômago e ao duodeno proximal dilatados e cheios de ar. A ausência de gás distal à obstrução é um achado comum. É de extrema importância reconhecer que a atresia duodenal está fortemente associada à Síndrome de Down (trissomia do 21) em cerca de 30-50% dos casos, e a outras malformações congênitas, como cardiopatias, atresia esofágica, anomalias renais e vertebrais. Portanto, o diagnóstico de atresia duodenal deve sempre levar a uma investigação completa para outras anomalias associadas, visando um manejo abrangente e otimizado do recém-nascido.
O achado clássico é o sinal da 'dupla bolha', que representa a dilatação do estômago e do duodeno proximal, separados pelo piloro. Isso indica uma obstrução completa do duodeno distal ao piloro.
A atresia duodenal está frequentemente associada à Síndrome de Down (em 30-50% dos casos), cardiopatias congênitas, atresia esofágica, ânus imperfurado, anomalias renais e vertebrais, e malrotação intestinal.
A conduta inicial envolve descompressão gástrica com sonda nasogástrica e hidratação venosa. O tratamento definitivo é cirúrgico, geralmente uma duodenoduodenostomia ou duodenojejunostomia, para restabelecer a continuidade do trato gastrointestinal.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo