Santa Casa de Marília (SP) — Prova 2022
A figura abaixo ilustra uma duodenoduodenostomia laterolateral (anastomose em forma de diamante - diamond-shaped), preconizada para o tratamento de:
Duodenoduodenostomia em diamante → tratamento cirúrgico padrão para atresia duodenal.
A atresia duodenal é uma obstrução congênita do duodeno, frequentemente associada à Síndrome de Down, que causa vômitos biliosos em neonatos. A duodenoduodenostomia laterolateral em forma de diamante é a técnica cirúrgica de escolha para restaurar a continuidade intestinal.
A atresia duodenal é uma malformação congênita caracterizada pela obstrução completa da luz do duodeno, resultando na incapacidade de passagem do conteúdo intestinal. É uma das causas mais comuns de obstrução intestinal alta em neonatos e é frequentemente diagnosticada no período pré-natal devido à presença de polidramnio. Após o nascimento, os recém-nascidos apresentam vômitos biliosos (na maioria dos casos, pois a obstrução é distal à ampola de Vater) e distensão epigástrica. O diagnóstico é sugerido pela radiografia abdominal que mostra o clássico "sinal da bolha dupla", representando o estômago e o duodeno proximal dilatado. A atresia duodenal tem uma forte associação com a Síndrome de Down, sendo crucial a investigação de outras anomalias congênitas. O tratamento é cirúrgico e a técnica de escolha é a duodenoduodenostomia laterolateral em forma de diamante (diamond-shaped). Esta técnica visa criar uma anastomose ampla entre o duodeno proximal dilatado e o duodeno distal colabado, minimizando o risco de estase e dismotilidade pós-operatória. O prognóstico é geralmente bom após a correção cirúrgica, embora alguns pacientes possam apresentar dismotilidade duodenal transitória.
A atresia duodenal se manifesta tipicamente nas primeiras 24-48 horas de vida com vômitos biliosos (se a obstrução for distal à ampola de Vater) ou não biliosos (se proximal), distensão abdominal epigástrica e ausência de eliminação de mecônio. O sinal radiológico clássico é a 'bolha dupla'.
É uma técnica cirúrgica utilizada para corrigir a atresia duodenal. Consiste em uma anastomose entre o duodeno proximal dilatado e o duodeno distal colabado, criando uma abertura ampla em forma de diamante para restaurar o fluxo intestinal e prevenir estase.
A atresia duodenal está frequentemente associada a outras malformações congênitas, sendo a mais comum a Síndrome de Down (presente em cerca de 30% dos casos). Outras associações incluem malformações cardíacas, renais e anomalias vertebrais.
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