PSU-GO - Processo Seletivo Unificado de Goiás — Prova 2025
Uma gestante com pré-natal inadequado chega na maternidade em período expulsivo e, após o rompimento da bolsa amniótica, observa-se um grande volume de líquido amniótico (polidrâmnio). O neonato não apresenta alterações aparentes ao nascimento e é liberado para o ALCON. Com aproximadamente 6 horas de vida, o bebê começa a vomitar em moderada quantidade. Ao exame físico, não há achados significativos. Uma radiografia abdominal é obtida e a imagem é mostrada a seguir: De acordo com o relato e a imagem, qual é o diagnóstico mais provável?
Polidrâmnio + Vômitos precoces + Raio-X com dupla bolha = Atresia/Obstrução Duodenal.
A obstrução duodenal neonatal frequentemente se apresenta com vômitos nas primeiras horas de vida e imagem radiológica característica de 'dupla bolha' (estômago e duodeno proximal dilatados).
A atresia duodenal é a causa mais comum de obstrução intestinal alta no período neonatal. O diagnóstico pode ser suspeitado no pré-natal pela presença de polidrâmnio e imagem de dupla bolha na ultrassonografia. Ao nascimento, o neonato pode parecer inicialmente bem, mas desenvolve vômitos precoces (nas primeiras horas), que podem ser biliosos se a obstrução for distal à ampola de Vater. A radiografia simples de abdome em posição ortostática é o exame confirmatório padrão, revelando o clássico sinal da dupla bolha. O tratamento é cirúrgico (duodenoduodenostomia), mas a estabilização pré-operatória com descompressão gástrica e correção de distúrbios hidroeletrolíticos é fundamental para o sucesso do desfecho.
O sinal da dupla bolha é causado pela presença de ar no estômago (primeira bolha) e na porção proximal do duodeno dilatado (segunda bolha), com ausência de gás no restante do trato intestinal devido à obstrução completa.
O polidrâmnio ocorre porque o feto é incapaz de deglutir e absorver o líquido amniótico normalmente devido à obstrução intestinal alta, resultando em acúmulo excessivo de líquido no saco amniótico.
A atresia duodenal tem uma forte associação com a Síndrome de Down (Trissomia 21), ocorrendo em cerca de 30% dos casos, além de outras malformações como o pâncreas anular e cardiopatias congênitas.
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