PMFI - Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu (PR) — Prova 2022
Recém-nascido a termo, masculino, peso de nascimento de 3.200 gramas, mãe sem intercorrências durante a gestação. Nasceu em bom estado geral, choro forte, frequência cardíaca > 100 bpm, e não necessitou de manobras de reanimação. Na sala de parto, após os cuidados iniciais, o recém-nascido evoluiu com cianose e dificuldade respiratória que melhorava com o choro. Assinale a hipótese diagnóstica mais provável para o caso.
Cianose neonatal que melhora com o choro e piora ao repouso → Atresia de coanas bilateral.
A atresia de coanas bilateral é uma malformação congênita rara em que as passagens nasais posteriores estão obstruídas, impedindo a respiração nasal. Recém-nascidos são respiradores nasais obrigatórios, por isso a obstrução bilateral causa cianose e desconforto respiratório que pioram quando a boca está fechada (durante o repouso ou alimentação) e melhoram com o choro (quando a boca se abre para respirar).
A atresia de coanas é uma malformação congênita rara, caracterizada pela obstrução das passagens nasais posteriores, que conectam a cavidade nasal à nasofaringe. Pode ser unilateral ou bilateral, sendo a forma bilateral uma emergência neonatal, pois os recém-nascidos são respiradores nasais obrigatórios. A incidência é de aproximadamente 1 em 5.000 a 8.000 nascidos vivos, e pode estar associada a outras anomalias congênitas, como a síndrome CHARGE. A fisiopatologia da atresia de coanas bilateral leva a um quadro de desconforto respiratório grave e cianose logo após o nascimento, que piora quando o bebê tenta respirar pelo nariz (boca fechada) e melhora notavelmente quando chora (abrindo a boca e permitindo a respiração oral). Este padrão é patognomônico e deve levantar a suspeita diagnóstica. A incapacidade de passar uma sonda nasogástrica pelas narinas é um forte indicativo. O diagnóstico é confirmado por tomografia computadorizada de alta resolução. A conduta inicial é estabilizar o paciente, garantindo uma via aérea pérvia, geralmente com a inserção de uma cânula orofaríngea ou intubação orotraqueal. A correção cirúrgica da atresia é o tratamento definitivo e deve ser realizada assim que o paciente estiver estável. O prognóstico é bom com o diagnóstico e tratamento precoces, mas o acompanhamento é importante devido a possíveis reestenoses e outras anomalias associadas.
Os sinais clássicos incluem cianose e desconforto respiratório que pioram quando o bebê está em repouso (boca fechada) e melhoram significativamente quando o bebê chora (boca aberta). Pode haver também dificuldade na alimentação e incapacidade de passar uma sonda nasogástrica pelas narinas.
O diagnóstico é suspeitado clinicamente e confirmado pela incapacidade de passar uma sonda nasogástrica fina através das narinas até a orofaringe. A confirmação definitiva é feita por tomografia computadorizada de alta resolução da nasofaringe, que demonstra a obstrução óssea ou membranosa das coanas.
A conduta inicial é garantir a permeabilidade das vias aéreas, geralmente inserindo uma cânula orofaríngea (tubo de Guedel) ou um tubo endotraqueal, para permitir a respiração oral. A cirurgia para correção da atresia é o tratamento definitivo e deve ser planejada após a estabilização do paciente.
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