FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2023
Recém-nascido nasceu de parto cesáreo devido a presença de mecônio, com idade gestacional de 38 semanas, Apgar 7 e 9. Apresenta episódios de cianose e apneia que pioram quando a mãe está tentando alimentá-lo. Chama a atenção da mãe que o bebê parece ficar melhor quando está chorando. Qual seria o próximo passo para a investigação rápida do caso?
RN com cianose/apneia que piora na alimentação e melhora ao chorar → suspeitar atresia de coanas → passagem de cateter nasal para diagnóstico rápido.
A atresia de coanas é uma malformação congênita que causa obstrução das vias aéreas nasais. Em recém-nascidos, que são respiradores nasais obrigatórios, isso leva a cianose e desconforto respiratório que pioram com a alimentação (boca fechada) e melhoram com o choro (boca aberta), sendo a passagem de um cateter nasal o teste diagnóstico inicial rápido.
A atresia de coanas é uma malformação congênita rara, mas potencialmente fatal, caracterizada pela falha na recanalização das coanas (aberturas posteriores das fossas nasais) durante o desenvolvimento fetal. Pode ser unilateral ou bilateral, óssea ou membranosa. Em recém-nascidos, que são respiradores nasais obrigatórios nos primeiros meses de vida, a atresia bilateral de coanas causa obstrução grave das vias aéreas superiores, levando a um quadro de desconforto respiratório e cianose. A apresentação clínica é bastante característica: o recém-nascido apresenta cianose e apneia que se agravam durante a alimentação (quando a boca está fechada) e melhoram paradoxalmente quando o bebê chora (pois a boca se abre, permitindo a respiração oral). Outros sinais incluem tiragem, batimento de asas nasais e, em casos crônicos, dificuldade de ganho de peso. A suspeita clínica é crucial, e o diagnóstico rápido é essencial para evitar hipóxia prolongada. O próximo passo para a investigação rápida e confirmação da suspeita é a tentativa de passagem de um cateter nasal fino (sonda gástrica nº 6 ou 8) por cada narina. A impossibilidade de progredir o cateter por mais de 3-4 cm é altamente sugestiva de atresia. Após essa triagem inicial, a confirmação pode ser feita por nasofibroscopia ou tomografia computadorizada de alta resolução, que também permite avaliar a extensão e o tipo da atresia. O manejo definitivo é cirúrgico, mas a estabilização da via aérea é a prioridade inicial.
Os sinais incluem cianose e desconforto respiratório que pioram durante a alimentação (quando a boca está fechada) e melhoram quando o bebê chora (abrindo a boca e permitindo a respiração oral).
Recém-nascidos são respiradores nasais obrigatórios. Quando se alimentam, a boca está ocluída, impedindo a entrada de ar. Ao chorar, a boca se abre, permitindo a respiração oral e a melhora temporária da cianose.
A passagem de um cateter nasal fino (sonda gástrica nº 6 ou 8) por cada narina. Se o cateter não conseguir progredir por mais de 3-4 cm, há forte suspeita de atresia, que pode ser confirmada por nasofibroscopia ou TC.
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