UNIFESO/HCTCO - Hospital das Clínicas de Teresópolis Costantino Ottaviano (RJ) — Prova 2020
Lactente nascido de parto vaginal, gestação sem complicações. De aspecto normal, mas apresenta cianose quando para de chorar. Quando chora fica rosado, quando para de chorar, o trabalho respiratório fica intensa e começa a ficar cianótica. Qual o diagnóstico mais provável?
Cianose neonatal intermitente (piora ao repouso, melhora ao choro) → suspeitar atrésia de coanas.
A atrésia de coanas é uma malformação congênita que causa obstrução das vias aéreas superiores. A cianose intermitente, que piora quando o bebê fecha a boca para mamar ou repousar e melhora ao chorar (abrindo a boca), é um sinal clássico, pois recém-nascidos são respiradores nasais obrigatórios.
A atrésia de coanas é uma malformação congênita rara, mas clinicamente significativa, caracterizada pela falha na recanalização das coanas durante o desenvolvimento fetal, resultando em obstrução óssea ou membranosa da passagem entre a cavidade nasal e a nasofaringe. Sua importância reside no fato de que recém-nascidos são respiradores nasais obrigatórios, o que torna a obstrução bilateral uma emergência respiratória grave. O quadro clínico clássico é a cianose intermitente, que se agrava quando o lactente fecha a boca (para mamar ou dormir) e melhora quando chora (abrindo a boca e permitindo a respiração oral). Outros sinais incluem dificuldade respiratória, tiragem e, em casos graves, asfixia. O diagnóstico é suspeitado pela falha em passar uma sonda nasogástrica pelas narinas e confirmado por exames de imagem, como a tomografia computadorizada. O manejo inicial foca na estabilização das vias aéreas, que pode envolver a inserção de uma cânula oral ou intubação. A correção cirúrgica é o tratamento definitivo, geralmente realizada após a estabilização do paciente. É crucial que residentes e profissionais de saúde reconheçam rapidamente este quadro para evitar complicações graves e garantir o tratamento adequado.
Os sinais incluem cianose que piora ao repouso ou alimentação e melhora com o choro, dificuldade respiratória, tiragem e, em casos graves, asfixia. O bebê é um respirador nasal obrigatório.
O diagnóstico é suspeitado clinicamente e confirmado pela incapacidade de passar uma sonda nasogástrica pelas narinas até a orofaringe, seguido por tomografia computadorizada de seios da face para visualizar a obstrução.
A conduta inicial visa garantir a permeabilidade das vias aéreas, muitas vezes com a inserção de uma cânula oral (Guedel) ou intubação, e posteriormente a correção cirúrgica da obstrução.
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