FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2022
Recém-nascido a termo por parto vaginal de gravidez sem complicações. Apresenta aparência normal, mas com desconforto respiratório quando para de chorar. Quando chora, fica rosada; quando não chora, o trabalho respiratório é intenso e começa a ficar cianótico. Qual das alternativas a seguir é a explicação mais provável para esse sintoma?
RN cianótico ao repouso, melhora ao chorar → Atresia de coanas (obstrução nasal).
A atresia de coanas é uma obstrução congênita das vias aéreas nasais. Em recém-nascidos, que são respiradores nasais obrigatórios, isso causa desconforto respiratório e cianose ao repouso, melhorando quando o bebê chora (pois abre a boca para respirar).
A atresia de coanas é uma malformação congênita rara caracterizada pela obstrução da parte posterior da cavidade nasal, impedindo a comunicação entre o nariz e a nasofaringe. Pode ser unilateral ou bilateral, óssea ou membranosa. Em recém-nascidos, que são respiradores nasais obrigatórios nos primeiros meses de vida, a atresia bilateral de coanas é uma emergência médica. O quadro clínico típico da atresia bilateral de coanas é o de um recém-nascido que apresenta desconforto respiratório e cianose ao repouso, especialmente durante a alimentação, pois a boca está fechada. A cianose melhora dramaticamente quando o bebê chora, pois a boca se abre, permitindo a respiração oral. Este sinal é patognomônico e deve levantar imediatamente a suspeita diagnóstica. O diagnóstico é inicialmente clínico e pode ser confirmado pela falha em passar uma sonda nasogástrica pelas narinas. A tomografia computadorizada de alta resolução é o exame de imagem de escolha para delinear a anatomia da obstrução. O tratamento definitivo é cirúrgico, mas a conduta inicial visa estabelecer uma via aérea oral segura, como a inserção de uma cânula orofaríngea, para estabilizar o paciente antes da correção cirúrgica.
Os sinais clássicos incluem cianose e desconforto respiratório que pioram quando o bebê está calmo e mamando, e melhoram significativamente quando o bebê chora (pois a boca se abre para a respiração).
O diagnóstico é suspeitado clinicamente e confirmado pela incapacidade de passar uma sonda nasogástrica pelas narinas até a orofaringe. A tomografia computadorizada de alta resolução da nasofaringe é o exame padrão-ouro.
A conduta inicial é garantir a permeabilidade das vias aéreas, geralmente inserindo uma cânula oral (cânula de Guedel) ou um tubo orotraqueal, e posicionando o bebê para facilitar a respiração oral, seguido de avaliação e planejamento cirúrgico.
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