PSU-GO - Processo Seletivo Unificado de Goiás — Prova 2023
Atualmente, qual é o exame considerado padrão ouro para o diagnóstico de atresia biliar?
Atresia biliar → Colangiografia transoperatória = padrão ouro diagnóstico.
A atresia biliar é a causa mais comum de colestase neonatal e requer diagnóstico precoce para intervenção cirúrgica (procedimento de Kasai). A colangiografia transoperatória é o exame padrão ouro, pois permite a visualização direta e a avaliação da permeabilidade das vias biliares, confirmando o diagnóstico e guiando a conduta.
A atresia biliar é uma doença progressiva e idiopática que afeta os ductos biliares extra-hepáticos, levando à sua obliteração e fibrose. É a causa mais comum de colestase neonatal e, se não tratada, resulta em cirrose biliar progressiva e insuficiência hepática terminal na primeira infância. O diagnóstico precoce é fundamental para o sucesso do tratamento e para evitar a necessidade de transplante hepático. A suspeita clínica surge em neonatos com icterícia colestática persistente (bilirrubina direta > 20% da total ou > 1 mg/dL), acolia fecal e colúria. Exames iniciais incluem ultrassonografia abdominal (que pode mostrar o "sinal do cordão triangular" ou ausência da vesícula biliar), cintilografia hepatobiliar (que não mostra excreção intestinal do contraste) e biópsia hepática (que pode revelar proliferação ductal, plugs biliares e fibrose). No entanto, esses exames podem não ser conclusivos. A colangiografia transoperatória é o padrão ouro para o diagnóstico definitivo. Realizada durante uma laparotomia exploratória, permite a injeção de contraste diretamente nos ductos biliares para visualizar sua anatomia e permeabilidade. Uma vez confirmada a atresia, o procedimento de Kasai (portoenterostomia) é realizado para restabelecer o fluxo biliar. O prognóstico está diretamente relacionado à idade em que a cirurgia é realizada, sendo melhores os resultados quando feita antes dos 60 dias de vida.
Os principais sinais são icterícia colestática persistente (que não melhora após 14 dias de vida), acolia fecal (fezes claras ou esbranquiçadas), colúria (urina escura) e hepatomegalia.
A colangiografia transoperatória permite a visualização direta da árvore biliar extra-hepática, confirmando a ausência ou obliteração dos ductos biliares e diferenciando a atresia biliar de outras causas de colestase neonatal, sendo crucial para a decisão cirúrgica.
O tratamento cirúrgico é o procedimento de Kasai (portoenterostomia), que consiste na remoção dos ductos biliares atrésicos e na anastomose de uma alça intestinal ao porta hepático para permitir o fluxo biliar. O sucesso depende da realização precoce, idealmente antes dos 60 dias de vida.
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