UNITAU - Universidade de Taubaté (SP) — Prova 2022
Adolescente, 15 anos, sexo masculino, procura ambulatório por se achar mais baixo que seus amigos e por ainda não ter iniciado a mudança corporal da puberdade. Mãe com menarca aos 13 anos, pai refere ter iniciado mudança corporal com 11 anos, não tem irmãos. Negava doenças genéticas na família, tireoideopatias e alteração de crescimento. Ao exame físico apresentava peso e altura no score-z 0; estágio de maturação sexual de Tanner G1P1. Qual diagnóstico:
Masculino > 14 anos com Tanner G1 (volume testicular < 4 ml) → Diagnóstico de atraso puberal.
O atraso puberal em meninos é definido pela ausência de aumento do volume testicular (≥ 4 ml) aos 14 anos de idade. Um adolescente de 15 anos ainda em Tanner G1 (volume testicular < 3 ml) claramente se enquadra nesse diagnóstico, necessitando de investigação.
O atraso puberal é uma condição que gera grande ansiedade em adolescentes e seus pais. Em meninos, a puberdade é considerada atrasada se não houver aumento do volume testicular (≥ 4 ml) até os 14 anos de idade. O estadiamento de Tanner é uma ferramenta clínica essencial para avaliar o desenvolvimento puberal, sendo G1 (genitália infantil) e P1 (pelos pubianos ausentes ou em velo) os estágios pré-puberais. A fisiopatologia do atraso puberal pode ser dividida em hipogonadismo hipogonadotrófico (central, por deficiência de GnRH ou gonadotrofinas), hipogonadismo hipergonadotrófico (primário, por falência testicular) ou atraso constitucional do crescimento e da puberdade (ACCP), que é a causa mais comum e benigna. O ACCP é um diagnóstico de exclusão, caracterizado por um padrão de crescimento e desenvolvimento puberal tardio, mas dentro da normalidade familiar. A avaliação diagnóstica inclui anamnese detalhada (história familiar de puberdade, padrão de crescimento), exame físico completo (estadiamento de Tanner, volume testicular com orquidômetro) e exames laboratoriais (LH, FSH, testosterona, TSH, T4 livre, idade óssea). A diferenciação entre as causas é fundamental para o manejo adequado, que pode variar desde a observação (no ACCP) até a terapia de reposição hormonal ou tratamento da causa subjacente.
Atraso puberal em meninos é definido pela ausência de aumento do volume testicular (≥ 4 ml) aos 14 anos de idade, ou pela ausência de quaisquer sinais de puberdade aos 14 anos.
O aumento do volume testicular é o primeiro sinal físico da puberdade masculina, refletindo o início da espermatogênese e da produção de testosterona pelos testículos sob estímulo gonadotrófico.
As causas mais comuns incluem atraso constitucional do crescimento e da puberdade (mais frequente), hipogonadismo hipogonadotrófico (deficiência de GnRH) e hipogonadismo hipergonadotrófico (falência testicular primária).
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