HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2025
Adolescente, 14 anos e 4 meses, sexo masculino, procurou o pediatra com preocupações sobre sua estatura. Gestação e parto ocorreram sem anormalidades. Ao nascer, o peso foi 3100 g e o comprimento, 50 cm. O desenvolvimento neuropsicomotor foi adequado. Família refere bom desempenho na escola e não há antecedentes de doenças crônicas. Com a idade de 13 anos, passou por uma consulta com um endocrinologista, que não encontrou nenhuma anormalidade e suas medidas foram: peso = 40 kg e estatura = 150 cm (escore z: –0,8). A idade óssea naquele momento era de 10 anos e 11 meses. Na consulta atual, exame físico não apresenta anormalidades, o pênis é infantil e os testículos são menores que 3 cm3 bilateralmente e a estatura é 158 cm (escore z: –1,0). A mãe tem 165 cm e o pai tem 177 cm. Sobre o quadro apresentado por esse adolescente, é correto afirmar que
Atraso puberal masculino: ausência de aumento testicular (>4ml) aos 14 anos.
O adolescente apresenta testículos menores que 3 cm³ aos 14 anos e 4 meses, o que configura atraso puberal. Um escore Z de -1,0 significa que ele está abaixo da média para a idade, e especificamente, abaixo de aproximadamente 84% da população, tornando a alternativa D correta.
O atraso puberal em adolescentes é uma condição que gera grande preocupação em pacientes e familiares, sendo uma das principais causas de consulta em endocrinologia pediátrica. Em meninos, é definido pela ausência de aumento do volume testicular (≥ 4 mL) até os 14 anos. A epidemiologia mostra que a causa mais comum é o atraso constitucional do crescimento e puberdade, uma variante da normalidade, mas é crucial excluir causas patológicas. A fisiopatologia do atraso puberal pode envolver desde uma variação normal do desenvolvimento (atraso constitucional) até condições mais sérias como hipogonadismo hipogonadotrófico (deficiência de GnRH ou gonadotrofinas) ou hipogonadismo hipergonadotrófico (falência gonadal primária). A avaliação diagnóstica inclui anamnese detalhada, exame físico (estadiamento de Tanner, volume testicular), idade óssea e exames laboratoriais (LH, FSH, testosterona, TSH, T4 livre, prolactina, cariótipo se indicado). A idade óssea atrasada é um forte indicativo de atraso constitucional. O manejo depende da causa subjacente. No atraso constitucional, a conduta pode ser expectante, com acompanhamento, ou considerar um curso curto de testosterona em baixas doses para iniciar a puberdade e aliviar o estresse psicossocial. É fundamental tranquilizar o paciente e a família, explicando que a maioria dos casos de atraso constitucional evolui para uma puberdade normal, embora tardia, e que a estatura final geralmente está dentro do esperado para a estatura alvo genética.
O atraso puberal em meninos é definido pela ausência de aumento do volume testicular (volume > 4 mL) até os 14 anos de idade. Outros sinais incluem ausência de pelos pubianos ou crescimento do pênis.
A idade óssea é um indicador da maturação biológica e é fundamental para prever o potencial de crescimento. Uma idade óssea atrasada em relação à idade cronológica é comum em casos de atraso puberal constitucional e sugere que ainda há potencial de crescimento.
O escore Z de estatura indica o desvio padrão da estatura de um indivíduo em relação à média para sua idade e sexo. Um escore Z de -1,0 significa que o indivíduo está um desvio padrão abaixo da média, o que corresponde a estar mais baixo que aproximadamente 84% da população de referência.
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