HSD - Hospital São Domingos (MA) — Prova 2020
Paciente de 23 anos com histórico de ciclos oligomenorreicos, comparece à consulta ginecológica com queixa de atraso menstrual há 3 meses. Refere vida sexual ativa há 2 anos sem uso de métodos contraceptivos. Refere ainda tratamento para acne com isotretinoina. Qual a conduta inicial?
Atraso menstrual em mulher sexualmente ativa, mesmo com oligomenorreia, exige exclusão de gravidez (Beta-HCG) como conduta inicial.
Em qualquer mulher em idade reprodutiva com atraso menstrual e vida sexual ativa, a primeira e mais importante conduta é excluir gravidez, independentemente de outros fatores como oligomenorreia prévia ou uso de medicamentos teratogênicos como a isotretinoína, que reforça a urgência do diagnóstico.
O atraso menstrual é uma queixa ginecológica extremamente comum, especialmente em mulheres em idade reprodutiva com vida sexual ativa. A abordagem diagnóstica deve ser sistemática, mas sempre priorizando a exclusão de gravidez como a causa mais frequente e clinicamente relevante. A dosagem de Beta-HCG sérico é o método mais sensível e precoce para confirmar ou excluir uma gestação. No caso de pacientes em uso de medicamentos teratogênicos, como a isotretinoína, a confirmação ou exclusão de gravidez torna-se ainda mais crítica devido aos riscos de malformações congênitas graves. Após a exclusão da gravidez, outras causas de amenorreia ou oligomenorreia podem ser investigadas, como distúrbios hormonais (síndrome dos ovários policísticos, disfunção tireoidiana, hiperprolactinemia), estresse, alterações de peso ou outras condições ginecológicas. No entanto, a prioridade inicial é sempre a gestação, garantindo a segurança da paciente e do potencial feto.
A primeira conduta é sempre realizar um teste de gravidez, preferencialmente a dosagem de Beta-HCG sérico, para confirmar ou excluir uma gestação.
A isotretinoína é um medicamento altamente teratogênico, o que significa que pode causar malformações graves no feto. Isso torna a exclusão de gravidez ainda mais urgente e a necessidade de aconselhamento contraceptivo rigoroso.
Não, o histórico de oligomenorreia não afasta a possibilidade de gravidez. Embora possa indicar outras disfunções hormonais, a concepção ainda é possível, e a gravidez deve ser sempre a primeira hipótese a ser investigada.
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