UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2023
Menino de 2 anos e 3 meses comparece ao ambulatório com a avó. Preocupada com o desenvolvimento da criança, a senhora relata que, diferente de seus outros netos, o paciente ainda não fala nenhuma palavra, embora emita sons, escute bem e aponte o que deseja. A avó nega história de prematuridade, asfixia perinatal ou comorbidades e o menino não apresenta prejuízo no desenvolvimento motor ou na interação social. Nesse caso, em relação à investigação, o médico deve:
Atraso de fala > 2 anos com audição normal e interação social preservada → avaliação multidisciplinar e estímulo.
Um atraso significativo na fala em uma criança de 2 anos e 3 meses, mesmo com audição e interação social aparentemente normais, exige investigação aprofundada e intervenção precoce, pois pode indicar um transtorno específico de linguagem ou outras condições.
O desenvolvimento da linguagem é um dos pilares do desenvolvimento infantil e sua avaliação é parte integrante da puericultura. Aos 2 anos de idade, espera-se que a criança já possua um vocabulário expressivo de cerca de 50 palavras e comece a combinar duas palavras em frases simples. Um atraso significativo na aquisição dessas habilidades, como a ausência de qualquer palavra aos 2 anos e 3 meses, é um sinal de alerta que demanda atenção. Mesmo na ausência de comorbidades conhecidas, prematuridade ou prejuízo motor/social, um atraso de fala isolado pode indicar um transtorno específico de linguagem. É crucial não subestimar a queixa e não apenas "esperar para ver". A audição deve ser formalmente avaliada, mesmo com o relato da avó de que a criança "escuta bem", pois perdas auditivas sutis podem impactar a fala. A conduta mais adequada é o encaminhamento para uma avaliação multidisciplinar, que pode incluir fonoaudiologia, neurologia infantil e, se necessário, psicologia. Essa abordagem permite identificar a causa subjacente do atraso e iniciar terapias de estímulo precocemente, o que é fundamental para otimizar o prognóstico da criança e prevenir impactos em outras áreas do desenvolvimento.
Aos 2 anos, a criança deve ter um vocabulário de pelo menos 50 palavras e combinar duas palavras. Sinais de alerta incluem ausência de palavras, dificuldade em seguir instruções simples ou falta de interesse em comunicação.
A avaliação multidisciplinar (fonoaudiólogo, pediatra, neurologista, psicólogo) permite investigar diversas causas (auditivas, neurológicas, cognitivas, ambientais) e planejar um plano de intervenção abrangente e individualizado.
Não. Embora a audição seja fundamental, sua normalidade não exclui outras causas para o atraso de fala, como transtornos específicos de linguagem, apraxia de fala ou condições do espectro autista, que exigem investigação adicional.
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