INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2012
Uma equipe de Saúde da Família está em visita domiciliar e avalia uma criança de oito meses. O menino está corado, com peso e estatura adequados para a idade, fixa e acompanha objetos em seu campo visual, balbucia e, colocado de bruços, levanta a cabeça momentaneamente. Ainda não passa da posição lateral para a linha média, nem rola da posição supina para a prona. Levantado pelos braços, permanece passivo e não ajuda com o corpo. A mãe expressa preocupação porque o irmão mais velho, com a mesma idade, já sentava sem apoio. A conduta correta no caso é:
Criança de 8 meses que não rola nem senta → Red flag → Referenciar para serviço especializado.
A ausência de marcos motores fundamentais (rolar e sentar) aos 8 meses indica um atraso significativo que exige investigação diagnóstica em nível secundário ou terciário.
O acompanhamento do desenvolvimento neuropsicomotor (DNPM) é um pilar da puericultura na Atenção Primária. Cada criança possui seu ritmo, porém existem janelas de oportunidade e limites superiores de normalidade para cada marco. Uma criança de 8 meses que não rola e não apresenta tônus adequado ao manuseio apresenta um desvio do desenvolvimento. A conduta de referenciar para maior complexidade visa descartar patologias como paralisia cerebral, doenças neuromusculares ou atrasos globais do desenvolvimento, permitindo intervenções terapêuticas oportunas.
Aos 8 meses, espera-se que a criança já tenha controle cervical completo, consiga rolar da posição supina para prona e vice-versa, e consiga sentar-se sem apoio (ou pelo menos com apoio mínimo por curtos períodos). O fato de a criança do caso não rolar e ser passiva ao ser levantada indica um atraso motor importante.
Red flags são sinais de alerta que indicam que a criança não atingiu marcos críticos para sua idade. No desenvolvimento motor, a ausência de controle de cabeça aos 3 meses, não sentar aos 6-7 meses e não andar aos 18 meses são exemplos. A passividade ao ser levantada (sinal do 'escorregamento' pelos braços) pode sugerir hipotonia muscular.
Embora a estimulação seja importante, atrasos significativos exigem uma investigação etiológica que pode incluir exames neurológicos, genéticos ou de imagem. O referenciamento para um serviço de maior complexidade garante uma abordagem multidisciplinar (fisioterapia, neuropediatria) precoce, fundamental para o prognóstico da criança.
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