Hospital Unimed-Rio (RJ) — Prova 2023
ACB, 14 anos, sexo masculino, está preocupado com o desenvolvimento dos genitais e da sua altura, pois é mais baixo que os amigos da mesma idade. Exame físico: obeso, pênis infantil, testículo com 4cm³, ausência de pelos axilares e pubianos. Apresenta idade óssea atrasada para a cronológica. A principal hipótese diagnóstica é:
Adolescente 14a + atraso puberal + idade óssea atrasada + testículo < 4ml → Atraso Constitucional de Puberdade.
O atraso constitucional de puberdade é a causa mais comum de puberdade tardia em meninos, caracterizado por ausência de sinais puberais aos 14 anos, idade óssea atrasada e testículos pré-púberes. É um diagnóstico de exclusão e geralmente benigno, com desenvolvimento puberal completo, embora tardio.
O atraso puberal é uma preocupação comum na adolescência e requer uma avaliação cuidadosa para diferenciar variantes normais do desenvolvimento de condições patológicas. Em meninos, a puberdade é considerada atrasada se não houver aumento do volume testicular (≥ 4 mL) até os 14 anos de idade. A causa mais comum de puberdade tardia é o atraso constitucional de puberdade (ACP), que é uma variante normal do desenvolvimento. O ACP é caracterizado por um atraso no início e na progressão da puberdade, mas com um desenvolvimento puberal completo e normal ao final. Os pacientes geralmente apresentam idade óssea atrasada em relação à idade cronológica, o que é um forte indicativo de ACP. O exame físico revela testículos pré-púberes (volume < 4 mL) e ausência de pelos pubianos e axilares. A história familiar de atraso puberal é comum. É fundamental excluir outras causas de puberdade tardia, como o hipogonadismo (hipogonadotrófico ou hipergonadotrófico), doenças crônicas, síndromes genéticas (ex: Klinefelter, Prader-Willi) e tumores. O diagnóstico do ACP é de exclusão, baseado na avaliação clínica, idade óssea e exames laboratoriais (gonadotrofinas e esteroides sexuais) que inicialmente podem ser baixos, mas que se elevam com o tempo. O manejo geralmente é expectante, com acompanhamento regular. Em alguns casos, pode-se considerar um curso curto de testosterona em baixas doses para induzir o início da puberdade e aliviar o estresse psicossocial, sem comprometer o crescimento final. Residentes devem estar aptos a realizar essa diferenciação para oferecer o aconselhamento e manejo adequados.
O atraso constitucional de puberdade é diagnosticado em meninos com ausência de sinais puberais (aumento do volume testicular > 4ml) aos 14 anos de idade, com idade óssea atrasada em relação à idade cronológica e, frequentemente, história familiar de atraso puberal. É um diagnóstico de exclusão.
A idade óssea é um indicador importante da maturação biológica. No atraso constitucional de puberdade, a idade óssea está atrasada, o que é compatível com o atraso no desenvolvimento puberal. Em outras condições, como o hipogonadismo, a idade óssea também pode estar atrasada, mas outros exames hormonais são necessários para a diferenciação.
No atraso constitucional, o eixo hipotálamo-hipófise-gonadal está intacto, mas com maturação tardia, resultando em puberdade completa, porém atrasada. No hipogonadismo hipogonadotrófico, há uma deficiência permanente na produção de gonadotrofinas, levando à falha na indução da puberdade sem tratamento.
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