IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2020
Adolescente do sexo feminino, 12 anos de idade, vem a consulta ambulatorial preocupada, pois a maioria de suas amigas já está até começando a menstruar, mas ela ainda nem apresenta broto mamário. Nega comorbidades, nega uso de medicações. A mãe da paciente refere que teve a menarca aos 14 anos de idade. A adolescente encontra-se em estadio puberal M1P1, sem alterações significativas no exame clínico. Verificado que houve ganho de 3 cm de altura nos últimos 6 meses Frente aos achados, está indicado:
Ausência de telarca aos 12 anos, com história familiar de menarca tardia e crescimento recente, sugere atraso constitucional da puberdade → observação.
A ausência de broto mamário (telarca) aos 12 anos, especialmente com história familiar de menarca tardia e um crescimento recente, é frequentemente um atraso constitucional da puberdade, uma variação normal do desenvolvimento. Nesses casos, a observação clínica é a conduta mais adequada, sem necessidade de exames complementares imediatos.
A puberdade é um processo biológico complexo que leva à maturação sexual e à capacidade reprodutiva. Em meninas, o primeiro sinal é o desenvolvimento do broto mamário (telarca), que geralmente ocorre entre 8 e 13 anos de idade. A menarca, primeira menstruação, ocorre em média 2 a 2,5 anos após a telarca. É crucial entender a ampla variação da normalidade para evitar investigações desnecessárias. O caso descrito apresenta uma adolescente de 12 anos sem telarca, mas com história familiar de menarca tardia (mãe aos 14 anos) e um ganho de altura recente, indicando que ela está no início do estirão de crescimento puberal. Esses achados são altamente sugestivos de um atraso constitucional do crescimento e da puberdade (ACCP), que é a causa mais comum de puberdade atrasada e uma variação normal do desenvolvimento. Nesses casos, a conduta mais adequada é a observação clínica, com reavaliação periódica em 6 meses. Exames complementares (dosagens hormonais, idade óssea, ressonância de crânio) são indicados apenas se houver sinais de alarme, como ausência de telarca aos 13 anos, ausência de menarca aos 16 anos, ou sinais de outras patologias (doença crônica, dismorfismos, etc.). O acompanhamento permite tranquilizar a paciente e a família, e confirmar o desenvolvimento puberal esperado.
O início normal da puberdade feminina, marcado pelo surgimento do broto mamário (telarca), ocorre geralmente entre 8 e 13 anos de idade.
História familiar de puberdade tardia (mãe ou pai), crescimento recente (pico de velocidade de crescimento), e ausência de outros sinais de doença crônica ou deficiência nutricional são sugestivos de atraso constitucional.
A investigação é indicada se não houver sinais de puberdade (telarca) aos 13 anos, ou se não houver menarca 5 anos após o início da telarca, ou se houver ausência de menarca aos 16 anos.
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