Atraso Constitucional do Crescimento: Diagnóstico e Conduta

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2015

Enunciado

Um menino de 7 anos e nove meses de idade chega à Unidade Básica de Saúde acompanhado por sua mãe. Na última consulta, há um mês, a mãe se mostrava preocupada, pois disse que “ele não crescia como outros de mesma idade”. Ele foi amamentado exclusivamente até o sexto mês de vida, sem histórico de doença aguda ou crônica até o momento. Apresenta bom apetite, alimenta-se bem. O médico solicitou radiografia do punho, que mostrou idade óssea de 5 anos e 9 meses. A altura do pai e da mãe, respectivamente, são 167 cm e 154 cm. O exame físico resultou normal. Os gráficos de altura e peso estão ilustrados na figura a seguir: Considerando os dados apresentados, qual a causa mais provável da baixa estatura dessa criança?

Alternativas

  1. A) Nutricional.
  2. B) Hormonal.
  3. C) Constitucional.
  4. D) Doença genética.

Pérola Clínica

Idade óssea < Idade cronológica + Velocidade de crescimento normal = Atraso Constitucional.

Resumo-Chave

O atraso constitucional do crescimento e puberdade (ACCP) é uma variante normal do crescimento onde a criança 'amadurece' mais devagar, mas atinge seu potencial genético final.

Contexto Educacional

O Atraso Constitucional do Crescimento e Puberdade (ACCP) é uma das causas mais comuns de consulta por baixa estatura. Caracteriza-se por uma desaceleração do crescimento nos primeiros anos de vida, seguida por uma velocidade de crescimento normal, mas em um percentil abaixo do alvo genético temporariamente. A característica definidora é o atraso na maturação óssea, o que significa que a criança terá um período de crescimento mais prolongado e uma puberdade mais tardia que seus pares. O prognóstico estatural final é excelente, geralmente situando-se dentro da faixa do alvo genético calculado pela altura dos pais. O manejo principal é a observação e o aconselhamento familiar.

Perguntas Frequentes

Como diferenciar Atraso Constitucional de Baixa Estatura Familiar?

No Atraso Constitucional do Crescimento e Puberdade (ACCP), a idade óssea está atrasada em relação à idade cronológica, e a criança costuma ter um 'estirão' tardio, atingindo uma estatura final adequada ao alvo genético. Na Baixa Estatura Familiar, a idade óssea é igual à idade cronológica, a velocidade de crescimento é normal, mas a criança cresce em um percentil baixo desde o início, condizente com a altura dos pais.

Qual a importância da idade óssea na avaliação da baixa estatura?

A idade óssea, geralmente avaliada por radiografia de punho (método de Greulich-Pyle), indica a maturação esquelética. Um atraso significativo (> 2 desvios-padrão ou > 2 anos) sugere que ainda há potencial de crescimento residual, sendo típico de condições como ACCP, desnutrição ou doenças endócrinas (como hipotireoidismo).

Quando suspeitar de causa hormonal na baixa estatura?

Deve-se suspeitar de causas hormonais (como deficiência de GH ou hipotireoidismo) quando houver uma queda na velocidade de crescimento (cruzamento de percentis para baixo no gráfico) associada a um atraso importante da idade óssea e, muitas vezes, aumento da relação peso/estatura.

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