UFGD/HU - Hospital Universitário de Dourados (MS) — Prova 2015
Adolescente de 14 anos, sexo masculino, em consulta ambulatorial por atraso puberal e baixa estatura, segundo informa a mãe. Ao exame físico, encontra-se em G2P2 e com estatura no percentil 50 na curva NCHS (estatura alvo encontra-se no percentil 75). Qual a conduta mais adequada para esse caso?
Adolescente com atraso puberal e baixa estatura, mas estatura no percentil alvo e G2P2 → provável atraso constitucional, idade óssea é o 1º passo.
Um adolescente de 14 anos, masculino, com atraso puberal (G2P2) e baixa estatura, mas com estatura atual no percentil 50 e estatura alvo no percentil 75, sugere um atraso constitucional do crescimento e puberdade. Nesses casos, a radiografia de idade óssea é o exame inicial mais importante para confirmar o atraso no amadurecimento esquelético.
O atraso puberal e a baixa estatura são queixas comuns na pediatria e endocrinologia pediátrica. Em adolescentes do sexo masculino, a puberdade é considerada atrasada se não houver aumento do volume testicular (G2) até os 14 anos. A causa mais comum é o atraso constitucional do crescimento e puberdade (ACCP), uma variante da normalidade com forte componente genético. No ACCP, o adolescente apresenta um atraso no início da puberdade e um padrão de crescimento mais lento, mas com velocidade de crescimento normal para a idade óssea. A estatura final geralmente atinge o percentil alvo familiar. O exame físico revela estágios de Tanner atrasados para a idade cronológica. A conduta inicial mais adequada é a solicitação de radiografia de idade óssea (geralmente de mão e punho esquerdo), que irá confirmar o atraso na maturação esquelética. A idade óssea atrasada, em conjunto com a estatura dentro do percentil alvo familiar e ausência de outros sinais de doença, é altamente sugestiva de ACCP. Nesses casos, uma conduta expectante é apropriada, com acompanhamento clínico. Exames hormonais mais complexos e exames de imagem do sistema nervoso central são reservados para situações onde a idade óssea não está atrasada, há sinais de hipogonadismo primário ou secundário, ou outras características que sugiram uma patologia mais grave. Para residentes, a diferenciação entre ACCP e outras causas de atraso puberal é fundamental para evitar investigações desnecessárias e tranquilizar a família.
É a variação mais comum do atraso puberal, caracterizada por um início tardio da puberdade e um atraso no crescimento, mas com um padrão de crescimento e desenvolvimento normal para a idade óssea, e estatura final geralmente dentro do alvo familiar.
A idade óssea é crucial para determinar o grau de maturação esquelética. Em casos de atraso constitucional, a idade óssea é significativamente atrasada em relação à idade cronológica, confirmando a benignidade do quadro e a necessidade de acompanhamento.
Exames hormonais (LH, FSH, testosterona) e de imagem (TC/RM de crânio) são indicados se a idade óssea não estiver atrasada, se houver sinais de hipogonadismo hipogonadotrófico ou hipergonadotrófico, ou se houver outros sinais de patologia subjacente, como tumores ou doenças crônicas.
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