ENARE/ENAMED — Prova 2026
Mãe de menina de 7 anos, em consulta na Unidade Básica de Saúde (UBS), relata preocupação por a filha ser a menor de sua sala de aula. Nega intercorrências nos períodos gestacional e neonatal. Nega internações ou uso de medicações contínuas. Exame físico sem alterações, estágio de desenvolvimento de Tanner M1P1; peso de 19 kg (z -1); estatura de 1,07 m (-3 < z < -2) com alvo de 1,50 m (z -2); índice de massa corporal de 16,6 (0 < z < +1); relação entre segmento superior e segmento inferior de 1,02 (valor de referência para a idade: 1 a 1,3). Em consulta com 6 anos e 8 meses, apresentava peso de 17 kg (-2 < z < -1); estatura de 1,05 m (-3 < z < -2); índice de massa corporal de 15,4 (z 0), quando foi realizado cálculo de idade óssea compatível com 5 anos e 10 meses. A hipótese diagnóstica adequada para o caso é:
Baixa estatura + idade óssea atrasada + velocidade de crescimento normal + puberdade atrasada → Atraso Constitucional do Crescimento.
O atraso constitucional do crescimento é uma variante da normalidade caracterizada por baixa estatura, idade óssea atrasada e puberdade tardia, mas com velocidade de crescimento normal para a idade óssea; o diagnóstico é de exclusão e o prognóstico de estatura final é geralmente bom.
O atraso constitucional do crescimento e puberdade (ACCP) é uma das causas mais comuns de baixa estatura em crianças e adolescentes, sendo uma variante benigna do crescimento. É crucial que o médico saiba diferenciá-lo de outras condições patológicas que causam baixa estatura, como deficiência de hormônio de crescimento, hipotireoidismo ou síndromes genéticas. A avaliação cuidadosa da história clínica, exame físico, curvas de crescimento e idade óssea são fundamentais para um diagnóstico correto. O diagnóstico de ACCP é de exclusão, e a presença de idade óssea atrasada, velocidade de crescimento normal para a idade óssea e ausência de outras causas patológicas são pilares. A relação SS/SI normal ajuda a descartar displasias ósseas como a acondroplasia. A ausência de outras características dismórficas e a idade óssea atrasada tornam a Síndrome de Turner menos provável sem cariótipo. A baixa estatura familiar tem idade óssea compatível com a idade cronológica, o que não é o caso aqui.
É uma variante da normalidade do crescimento, caracterizada por baixa estatura, idade óssea atrasada e puberdade tardia, mas com velocidade de crescimento normal para a idade óssea.
A diferenciação envolve a avaliação da idade óssea (atrasada no ACCP), velocidade de crescimento (normal no ACCP), estatura alvo genético e exclusão de outras patologias.
Geralmente, crianças com atraso constitucional atingem uma estatura final dentro da faixa normal para sua família, embora possam ser mais baixas durante a infância e adolescência.
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