Atraso Constitucional do Crescimento e Puberdade: Diagnóstico

MedEvo Simulado — Prova 2026

Enunciado

Um adolescente de 14 anos e 2 meses de idade é levado ao consultório pediátrico por seus pais devido à preocupação com sua baixa estatura e ausência de sinais de puberdade. O paciente relata que se sente desconfortável nas aulas de educação física, pois todos os seus colegas já apresentam sinais de amadurecimento e são mais altos que ele. Na anamnese, o pediatra identifica que o paciente nasceu a termo, sem intercorrências, e sempre teve um crescimento constante, embora próximo ao limite inferior das curvas. O pai do adolescente menciona que também demorou a crescer, tendo apresentado o seu 'estirão' apenas por volta dos 16 anos de idade. Ao exame físico, o paciente apresenta-se em bom estado geral, com estatura no percentil 3 para a idade. O estadiamento puberal de Tanner é G1 P1, com volume testicular de 3 mL bilateralmente, medido com o orquidômetro de Prader. A idade óssea, solicitada previamente, revela um atraso de 2 anos em relação à idade cronológica. Com base no quadro clínico e nos marcos do desenvolvimento puberal masculino, a hipótese diagnóstica mais provável e a conduta inicial são:

Alternativas

  1. A) Puberdade tardia patológica; início imediato de reposição com testosterona em doses adultas para indução de caracteres sexuais.
  2. B) Hipogonadismo hipogonadotrófico; solicitação imediata de ressonância magnética de sela túrcica e dosagens de gonadotrofinas.
  3. C) Deficiência isolada de hormônio do crescimento; realização de teste de estímulo com clonidina ou insulina.
  4. D) Atraso constitucional do crescimento e da puberdade; conduta expectante com acompanhamento clínico semestral.

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