UNIRG Revalida - Universidade de Gurupi (TO) — Prova 2022
Adolescente, masculino, 13 anos, é avaliado pelo pediatra devido a queixa de baixa estatura. Não há relato de doença crônica, alterações alimentares ou lesões do sistema nervoso central. Gráfico de crescimento mostra altura e peso abaixo e paralelos ao escore-z -2 nos últimos três anos. A altura-alvo é no escore z 0. A idade óssea é três anos mais baixa do que a idade cronológica. Exame físico: idade aparente é inferior à referida e o estágio puberal de Tanner é G1/P1.O diagnóstico para essa baixa estatura é
Baixa estatura constitucional: idade óssea atrasada, puberdade atrasada, crescimento paralelo ao canal, altura-alvo normal.
O atraso constitucional do crescimento e puberdade é uma variante normal do crescimento, caracterizada por idade óssea atrasada e puberdade tardia, mas com potencial de altura final dentro do alvo genético. O padrão de crescimento é paralelo ao canal, mas abaixo da média.
A baixa estatura é uma queixa comum na pediatria, exigindo uma abordagem diagnóstica sistemática para diferenciar variantes normais do crescimento de condições patológicas. O atraso constitucional do crescimento e puberdade (ACCP) é a causa mais comum de baixa estatura em adolescentes, representando uma variante fisiológica do desenvolvimento. É crucial para o residente reconhecer seus sinais para evitar investigações desnecessárias e tranquilizar a família. O diagnóstico do ACCP baseia-se em um conjunto de achados clínicos e radiológicos. O paciente apresenta um padrão de crescimento com altura e peso abaixo do percentil 3, mas com velocidade de crescimento normal para a idade óssea e paralela ao canal. A idade óssea, determinada por radiografia de mão e punho, está atrasada em relação à idade cronológica (geralmente > 2 anos). Há também um atraso no início da puberdade (G1/P1 em adolescentes mais velhos). A altura-alvo genética geralmente é normal, e a história familiar pode revelar pais ou irmãos com atraso puberal. O manejo do ACCP é principalmente expectante e de suporte psicológico, pois a maioria dos adolescentes atinge uma altura final normal, embora mais tarde. Não há necessidade de tratamento hormonal, a menos que haja um impacto psicossocial significativo, onde a terapia com baixas doses de testosterona (em meninos) ou estrogênio (em meninas) pode ser considerada para indução puberal. O prognóstico é excelente, com a maioria dos indivíduos alcançando sua altura-alvo genética.
Os critérios incluem idade óssea atrasada em relação à idade cronológica, atraso puberal, padrão de crescimento paralelo ao canal (mesmo que abaixo da média) e altura final esperada dentro do alvo genético.
A idade óssea é um indicador crucial da maturação esquelética. No atraso constitucional, ela está significativamente atrasada, refletindo o atraso no desenvolvimento biológico e indicando um potencial de crescimento futuro.
A baixa estatura genética (familiar) cursa com idade óssea compatível com a idade cronológica e altura final abaixo da média, mas dentro do alvo familiar. A constitucional tem idade óssea atrasada e puberdade tardia, com altura final geralmente normal.
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