PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2022
Marta tem 55 anos e acompanha na unidade básica de saúde (UBS) há anos. Ela é hipertensa e diabética, fazendo uso das medicações que ela pega na própria UBS, que incluem metfomina, enalapril, anlodipino e sinvastatina. No entanto, Marta teve um infarto agudo do miocárdio há 2 meses e no seu atendimento que foi realizado no hospital universitário da cidade, ela teve diversos medicamentos trocados, com a prescrição atorvastatina pelo cardiologista que a atendeu. Sobre a conduta mais adequada a ser realizada pelo médico generalista que a atende na UBS na consulta após o IAM deve ser
IAM recente → estatina de alta intensidade (atorvastatina) via LME na UBS, com exames de monitoramento.
Após um Infarto Agudo do Miocárdio, a terapia com estatina de alta intensidade, como a atorvastatina, é fundamental para prevenção secundária. O médico generalista da UBS pode e deve iniciar o processo de solicitação via LME, garantindo a continuidade do tratamento especializado no nível primário de atenção.
A prevenção secundária de eventos cardiovasculares após um Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) é um pilar fundamental na prática médica, visando reduzir a morbimortalidade. Pacientes pós-IAM são considerados de muito alto risco e necessitam de terapia intensiva com estatinas, preferencialmente de alta potência como a atorvastatina ou rosuvastatina, para atingir metas lipídicas rigorosas e estabilizar placas ateroscleróticas. A atorvastatina, por ser um medicamento de alto custo e de uso contínuo em muitos casos, é disponibilizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) através do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica (CEAF). Para acessá-la, é necessário o preenchimento do Laudo para Solicitação, Avaliação e Autorização de Medicamentos (LME) pelo médico assistente, que pode ser o generalista da Unidade Básica de Saúde (UBS). O papel do médico generalista na UBS é crucial na coordenação do cuidado. Ele deve garantir a continuidade da medicação prescrita pelo especialista hospitalar, orientar o paciente sobre a importância da adesão e realizar o monitoramento clínico e laboratorial (incluindo TSH, TGO, TGP para avaliação de função tireoidiana e hepática, e CPK para miopatia). O encaminhamento ao cardiologista é importante para avaliação periódica, mas não impede a ação do generalista na manutenção da terapia medicamentosa essencial.
A atorvastatina é uma estatina de alta intensidade crucial para a prevenção secundária de eventos cardiovasculares após um IAM, reduzindo significativamente o risco de novos infartos e mortalidade.
O LME (Laudo para Solicitação, Avaliação e Autorização de Medicamentos do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica) é um formulário para acesso a medicamentos de alto custo. O médico da UBS pode preenchê-lo, anexando os exames necessários, para que o paciente obtenha a medicação.
Geralmente, são solicitados exames como TSH, TGO e TGP para monitorar a função tireoidiana e hepática, além de perfil lipídico, que são importantes para a avaliação e segurança do tratamento com estatinas.
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