SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2024
Acerca do tratamento da atonia uterina, assinale a alternativa que apresenta o medicamento contraindicado para pacientes hipertensas.
Metilergometrina é contraindicada em hipertensas devido ao risco de crise hipertensiva e AVC.
A metilergometrina é um uterotônico potente, mas seu mecanismo de ação inclui vasoconstrição periférica, o que pode levar a um aumento significativo da pressão arterial. Por essa razão, é estritamente contraindicada em pacientes com hipertensão arterial, pré-eclâmpsia ou doença cardíaca.
A atonia uterina é a causa mais comum de hemorragia pós-parto (HPP), uma das principais causas de morbimortalidade materna globalmente. O manejo rápido e eficaz é crucial e envolve medidas não farmacológicas (massagem uterina) e farmacológicas com uterotônicos. A escolha do uterotônico deve considerar as condições clínicas da paciente, especialmente comorbidades como a hipertensão arterial. A ocitocina é o uterotônico de primeira linha, seguro e eficaz na maioria dos casos. No entanto, a metilergometrina, um derivado do ergot, embora potente, possui um perfil de efeitos adversos que exige cautela. Sua ação vasoconstritora sistêmica pode levar a um aumento significativo da pressão arterial, tornando-a contraindicada em pacientes com hipertensão arterial, pré-eclâmpsia, doença cardíaca isquêmica ou doença vascular periférica. Em situações onde a metilergometrina é contraindicada, outras opções como o misoprostol (um análogo de prostaglandina E1) ou o carboprost (um análogo de prostaglandina F2 alfa, com contraindicação em asma) podem ser utilizadas. O ácido tranexâmico, um antifibrinolítico, é um adjuvante importante no manejo da HPP, pois reduz a fibrinólise e o sangramento, sendo seguro em pacientes hipertensas. O conhecimento das contraindicações e efeitos adversos dos uterotônicos é fundamental para a segurança da paciente e para a tomada de decisão clínica em emergências obstétricas.
Os principais medicamentos uterotônicos incluem ocitocina (primeira linha), metilergometrina, misoprostol e carboprost. O ácido tranexâmico, embora não seja uterotônico, é um antifibrinolítico que pode ser usado como adjuvante para reduzir o sangramento.
A metilergometrina é um derivado do ergot que causa potente vasoconstrição periférica, elevando a pressão arterial. Em pacientes hipertensas, seu uso pode desencadear crises hipertensivas graves, acidentes vasculares cerebrais ou infartos.
Em pacientes hipertensas, a ocitocina em altas doses e o misoprostol são opções seguras e eficazes para o tratamento da atonia uterina, pois não possuem os efeitos vasoconstritores sistêmicos da metilergometrina.
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