Atonia Uterina: Fatores de Risco e HPP

UNIRV - Universidade de Rio Verde (GO) — Prova 2022

Enunciado

Qual das alternativas mostra situação de risco para atonia uterina e hemorragia pósparto?

Alternativas

  1. A) Restrição de crescimento intrauterino grave.
  2. B) Gestação gemelar mono ou dicoriônica.
  3. C) Infecção congênita por rubéola.
  4. D) Gestação de 38 semanas com oligoâmnio.

Pérola Clínica

Sobredistensão uterina (gemelaridade, polidramnio, macrossomia) → maior risco de atonia uterina e HPP.

Resumo-Chave

A sobredistensão uterina, comum em gestações gemelares, polidramnio e macrossomia fetal, é um fator de risco significativo para atonia uterina, a principal causa de hemorragia pós-parto (HPP), devido à dificuldade do útero em contrair-se eficazmente após o parto.

Contexto Educacional

A atonia uterina é a causa mais comum de hemorragia pós-parto (HPP), responsável por aproximadamente 70-80% dos casos. A HPP é uma das principais causas de morbimortalidade materna em todo o mundo, tornando o reconhecimento e manejo de seus fatores de risco uma prioridade na prática obstétrica. A atonia ocorre quando o útero não consegue contrair-se adequadamente após o parto, impedindo a compressão dos vasos sanguíneos que irrigavam a placenta e resultando em sangramento excessivo. Entre os fatores de risco para atonia uterina, a sobredistensão uterina é um dos mais significativos. Condições que levam a um útero excessivamente estirado, como a gestação gemelar (seja mono ou dicoriônica), polidramnio (excesso de líquido amniótico) e macrossomia fetal (feto grande para a idade gestacional), aumentam a probabilidade de o miométrio falhar em sua contração pós-parto. A gestação gemelar, em particular, impõe uma carga de trabalho maior ao útero, predispondo-o à fadiga e, consequentemente, à atonia. Outros fatores de risco incluem trabalho de parto prolongado ou precipitado, multiparidade, corioamnionite, uso excessivo de ocitocina durante o trabalho de parto, miomas uterinos e anemia materna. O manejo da atonia uterina envolve medidas como massagem uterina bimanual, administração de uterotônicos (ocitocina, metilergonovina, misoprostol) e, em casos refratários, procedimentos cirúrgicos. Para residentes, é crucial identificar pacientes com fatores de risco para atonia uterina e estar preparado para o manejo rápido e eficaz da HPP, a fim de otimizar os resultados maternos.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para atonia uterina?

Os principais fatores incluem sobredistensão uterina (gestação gemelar, polidramnio, macrossomia), trabalho de parto prolongado ou precipitado, multiparidade, corioamnionite, uso de ocitocina prolongado e miomas uterinos.

Como a gestação gemelar aumenta o risco de atonia uterina?

A gestação gemelar causa sobredistensão uterina excessiva, o que leva à fadiga das fibras musculares do miométrio. Após o parto, o útero tem dificuldade em contrair-se e manter o tônus, resultando em atonia.

Qual a conduta inicial na hemorragia pós-parto por atonia uterina?

A conduta inicial inclui massagem uterina bimanual, administração de ocitocina intravenosa, esvaziamento da bexiga e avaliação de outras causas de sangramento. Outros uterotônicos podem ser necessários.

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