UNIRV - Universidade de Rio Verde (GO) — Prova 2022
Qual das alternativas mostra situação de risco para atonia uterina e hemorragia pósparto?
Sobredistensão uterina (gemelaridade, polidramnio, macrossomia) → maior risco de atonia uterina e HPP.
A sobredistensão uterina, comum em gestações gemelares, polidramnio e macrossomia fetal, é um fator de risco significativo para atonia uterina, a principal causa de hemorragia pós-parto (HPP), devido à dificuldade do útero em contrair-se eficazmente após o parto.
A atonia uterina é a causa mais comum de hemorragia pós-parto (HPP), responsável por aproximadamente 70-80% dos casos. A HPP é uma das principais causas de morbimortalidade materna em todo o mundo, tornando o reconhecimento e manejo de seus fatores de risco uma prioridade na prática obstétrica. A atonia ocorre quando o útero não consegue contrair-se adequadamente após o parto, impedindo a compressão dos vasos sanguíneos que irrigavam a placenta e resultando em sangramento excessivo. Entre os fatores de risco para atonia uterina, a sobredistensão uterina é um dos mais significativos. Condições que levam a um útero excessivamente estirado, como a gestação gemelar (seja mono ou dicoriônica), polidramnio (excesso de líquido amniótico) e macrossomia fetal (feto grande para a idade gestacional), aumentam a probabilidade de o miométrio falhar em sua contração pós-parto. A gestação gemelar, em particular, impõe uma carga de trabalho maior ao útero, predispondo-o à fadiga e, consequentemente, à atonia. Outros fatores de risco incluem trabalho de parto prolongado ou precipitado, multiparidade, corioamnionite, uso excessivo de ocitocina durante o trabalho de parto, miomas uterinos e anemia materna. O manejo da atonia uterina envolve medidas como massagem uterina bimanual, administração de uterotônicos (ocitocina, metilergonovina, misoprostol) e, em casos refratários, procedimentos cirúrgicos. Para residentes, é crucial identificar pacientes com fatores de risco para atonia uterina e estar preparado para o manejo rápido e eficaz da HPP, a fim de otimizar os resultados maternos.
Os principais fatores incluem sobredistensão uterina (gestação gemelar, polidramnio, macrossomia), trabalho de parto prolongado ou precipitado, multiparidade, corioamnionite, uso de ocitocina prolongado e miomas uterinos.
A gestação gemelar causa sobredistensão uterina excessiva, o que leva à fadiga das fibras musculares do miométrio. Após o parto, o útero tem dificuldade em contrair-se e manter o tônus, resultando em atonia.
A conduta inicial inclui massagem uterina bimanual, administração de ocitocina intravenosa, esvaziamento da bexiga e avaliação de outras causas de sangramento. Outros uterotônicos podem ser necessários.
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