HE Jayme Neves - Hospital Escola Jayme dos Santos Neves (ES) — Prova 2020
Você acabou de fazer o parto de uma mulher de 18 anos com pré-eclâmpsia. O útero encontra-se amolecido e apresenta sangramento moderado. Frente ao seu diagnóstico, qual a melhor opção terapêutica?
Pós-parto + útero amolecido + sangramento = atonia uterina. 1ª linha: Ocitocina EV.
Atonia uterina é a principal causa de hemorragia pós-parto (HPP), caracterizada por útero amolecido e sangramento. A ocitocina intravenosa é o uterotônico de primeira linha para o manejo e prevenção da atonia uterina, sendo crucial para a contração uterina e hemostasia.
A hemorragia pós-parto (HPP) é uma das principais causas de morbimortalidade materna globalmente, e a atonia uterina é responsável por aproximadamente 70-80% dos casos. A atonia é caracterizada pela falha do útero em contrair-se adequadamente após a dequitação da placenta, levando à perda sanguínea excessiva. Fatores de risco incluem pré-eclâmpsia, como no caso apresentado, além de multiparidade, sobredistensão uterina, trabalho de parto prolongado e corioamnionite. O diagnóstico de atonia uterina é clínico, baseado na palpação de um útero amolecido e aumentado de volume, acompanhado de sangramento vaginal excessivo. A conduta inicial e mais importante é a massagem uterina bimanual, seguida da administração de uterotônicos. A ocitocina é o agente de primeira linha, administrada por via intravenosa (geralmente 10-20 UI em infusão lenta ou bolus, seguida de infusão contínua) para promover a contração miometrial e a compressão dos vasos sanguíneos. Em casos de falha da ocitocina, outros uterotônicos como ergonovina (contraindicada em pacientes com pré-eclâmpsia/hipertensão), misoprostol ou carboprost podem ser utilizados. O manejo rápido e eficaz da atonia uterina é crucial para prevenir complicações graves e salvar a vida da paciente, exigindo uma equipe bem treinada e recursos adequados para o controle da hemorragia e suporte hemodinâmico.
A principal causa de hemorragia pós-parto é a atonia uterina, que ocorre quando o útero não se contrai adequadamente após o parto, impedindo a compressão dos vasos sanguíneos e levando a sangramento excessivo.
A ocitocina é o uterotônico de primeira linha devido à sua rápida ação na promoção da contração uterina, baixo custo e perfil de segurança favorável, sendo eficaz na prevenção e tratamento da atonia uterina.
Além da ocitocina, outras medidas incluem massagem uterina bimanual, uso de outros uterotônicos (ergonovina, misoprostol, carboprost) e, em casos refratários, procedimentos cirúrgicos como ligadura de artérias uterinas ou histerectomia.
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