Atonia Uterina: Fatores de Risco Essenciais para Residentes

FJG - Fundação João Goulart / SMS Rio de Janeiro — Prova 2015

Enunciado

Constituem fatores de risco para atonia uterina:

Alternativas

  1. A) Pré-eclâmpsia, primiparidade e miomatose uterina.
  2. B) Prenhez gemelar, placenta prévia e oligodramnia. 
  3. C) Multiparidade, cesariana e crescimento intrauterino restrito.
  4. D) Polidramnia, macrossomia e parto precipitado.

Pérola Clínica

Atonia uterina FR: Polidramnia, macrossomia, multiparidade, parto precipitado, corioamnionite.

Resumo-Chave

A atonia uterina é a principal causa de hemorragia pós-parto e ocorre quando o útero não consegue contrair-se adequadamente após o parto. Fatores que causam sobredistensão uterina (polidramnia, macrossomia, gestação gemelar) ou que exaurem a musculatura uterina (multiparidade, trabalho de parto prolongado ou precipitado) são os principais contribuintes.

Contexto Educacional

A atonia uterina é a causa mais comum de hemorragia pós-parto (HPP), responsável por aproximadamente 70-80% dos casos. É definida pela falha do útero em contrair-se adequadamente após a dequitação da placenta, resultando em sangramento excessivo dos vasos uterinos abertos no sítio placentário. A HPP é uma das principais causas de morbimortalidade materna globalmente, tornando o reconhecimento e manejo da atonia uterina cruciais. Os fatores de risco para atonia uterina estão relacionados a condições que causam sobredistensão uterina ou que interferem na sua capacidade contrátil. Isso inclui gestação múltipla, polidramnia, macrossomia fetal, multiparidade (útero "cansado"), trabalho de parto prolongado ou precipitado, corioamnionite, uso excessivo de ocitocina durante o trabalho de parto, miomatose uterina e retenção de restos placentários. A fisiopatologia envolve a incapacidade das fibras miometriais de se contraírem e comprimirem os vasos sanguíneos espiralados. O manejo da atonia uterina é uma emergência obstétrica que exige ação rápida. Inclui massagem uterina bimanual, administração de uterotônicos (ocitocina, metilergonovina, misoprostol, carboprost), esvaziamento da bexiga e, em casos refratários, procedimentos cirúrgicos como suturas de B-Lynch, ligadura de artérias uterinas ou hipogástricas, e histerectomia como último recurso. A prevenção, através da identificação de fatores de risco e manejo ativo do terceiro estágio do parto, é fundamental.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para o desenvolvimento de atonia uterina?

Os fatores de risco incluem sobredistensão uterina (macrossomia, polidramnia, gestação múltipla), multiparidade, trabalho de parto prolongado ou precipitado, corioamnionite, uso de ocitocina prolongado e miomatose uterina.

Como a polidramnia e a macrossomia contribuem para a atonia uterina?

A polidramnia (excesso de líquido amniótico) e a macrossomia fetal (feto grande) causam uma sobredistensão excessiva do útero, o que impede que as fibras musculares uterinas se contraiam eficientemente após o parto.

Qual a importância do reconhecimento precoce dos fatores de risco para atonia uterina?

O reconhecimento precoce permite a implementação de medidas preventivas e a preparação para o manejo rápido da hemorragia pós-parto, como a administração profilática de ocitocina e a disponibilidade de recursos para transfusão.

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