Atonia Uterina: Causa Mais Comum de Hemorragia Pós-Parto

UFCG/HUAC - Hospital Universitário Alcides Carneiro - Campina Grande (PB) — Prova 2020

Enunciado

MSGD, 26 anos, grande multípara, a termo, acabou de parir na maternidade em que você trabalha. Após a dequitação, é observado sangramento intenso, vermelho vivo, rutilante. A paciente está hemodinamicamente estável, consciente e orientada. A causa mais comum para esse tipo de sangramento é:

Alternativas

  1. A) Laceração do trajeto.
  2. B) Retenção de restos placentários.
  3. C) Infecção endometrial.
  4. D) Inversão uterina.
  5. E) Atonia Uterina.

Pérola Clínica

HPP imediata + útero atônico = atonia uterina (causa mais comum).

Resumo-Chave

A atonia uterina é a causa mais comum de hemorragia pós-parto (HPP), especialmente em multíparas. Caracteriza-se por sangramento intenso, vermelho vivo, após a dequitação, com útero flácido ao exame. O manejo inicial foca na massagem uterina e uterotônicos.

Contexto Educacional

A hemorragia pós-parto (HPP) é definida como a perda sanguínea maior ou igual a 500 mL após parto vaginal ou 1000 mL após cesariana, dentro das primeiras 24 horas. É uma das principais causas de morbimortalidade materna globalmente, sendo a atonia uterina responsável por cerca de 70-80% dos casos. A identificação precoce e o manejo adequado são cruciais para a sobrevida materna. A fisiopatologia da atonia uterina envolve a falha do miométrio em contrair-se adequadamente após a dequitação da placenta, impedindo a compressão dos vasos sanguíneos que irrigavam o leito placentário. O diagnóstico é clínico, baseado no sangramento excessivo e na palpação de um útero amolecido e aumentado de volume. Deve-se suspeitar de atonia em pacientes com fatores de risco como grande multípara, trabalho de parto disfuncional ou sobredistensão uterina. O tratamento da atonia uterina é uma emergência e envolve medidas como massagem uterina bimanual, administração de uterotônicos (ocitocina, metilergonovina, misoprostol), reposição volêmica e, em casos refratários, procedimentos cirúrgicos como tamponamento uterino com balão, ligadura de artérias uterinas ou histerectomia. O prognóstico depende da rapidez e eficácia da intervenção.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais e sintomas da atonia uterina?

A atonia uterina manifesta-se por sangramento vaginal intenso, vermelho vivo e contínuo após o parto, acompanhado de um útero flácido e não contraído à palpação abdominal. A paciente pode apresentar sinais de choque hipovolêmico se o sangramento for volumoso.

Qual a conduta inicial para o manejo da atonia uterina?

A conduta inicial inclui massagem uterina bimanual vigorosa para estimular a contração, administração de uterotônicos como ocitocina intravenosa, e avaliação rápida da estabilidade hemodinâmica da paciente. A identificação precoce e a intervenção são cruciais.

Quais são os principais fatores de risco para o desenvolvimento de atonia uterina?

Fatores de risco incluem grande multípara, sobredistensão uterina (macrossomia, gemelaridade, polidrâmnio), trabalho de parto prolongado ou precipitado, uso de ocitocina em excesso, corioamnionite e anestesia geral.

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