HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (DF) — Prova 2025
Uma mulher de 25 anos de idade, submetida a parto vaginal há 4 horas, apresenta sangramento vaginal abundante. No exame físico, o útero está flácido e localizado acima da cicatriz umbilical. Estima-se que a perda sanguínea tenha sido de 1.000 mL. A paciente está taquicardíaca (110 bpm) e com pressão arterial de 90/60 mmHg. Considerando o quadro clínico e os temas correlatos, julgue os itens a seguir. A atonia uterina é a principal causa de hemorragia pós-parto nesta paciente.
Atonia uterina = principal causa de HPP → útero flácido e sangramento excessivo.
A atonia uterina é a causa mais comum de hemorragia pós-parto (HPP), respondendo por cerca de 70-80% dos casos. É caracterizada pela falha do útero em contrair-se adequadamente após o parto, o que impede a compressão dos vasos sanguíneos no leito placentário e leva a sangramento excessivo.
A hemorragia pós-parto (HPP) é uma das principais causas de morbimortalidade materna globalmente, e a atonia uterina é responsável pela vasta maioria desses casos. Compreender sua fisiopatologia e manejo é crucial para qualquer profissional de saúde que atue na área obstétrica, sendo um tema recorrente em provas de residência e fundamental na prática clínica. A atonia uterina ocorre quando as fibras musculares do miométrio não se contraem eficientemente após a dequitação placentária. Essa contração é vital para o fechamento dos vasos espiralados que irrigavam o leito placentário. A falha nesse processo resulta em sangramento contínuo e profuso. O diagnóstico é clínico, pela palpação de um útero amolecido e aumentado de volume, e o tratamento envolve massagem uterina, uso de uterotônicos (ocitocina, metilergonovina, misoprostol) e, em casos refratários, procedimentos cirúrgicos. A prevenção da atonia uterina inclui o manejo ativo do terceiro estágio do trabalho de parto, com administração profilática de ocitocina, tração controlada do cordão umbilical e massagem uterina após a expulsão da placenta. A identificação precoce dos fatores de risco e a vigilância constante no pós-parto imediato são essenciais para reduzir a incidência e a gravidade da HPP por atonia.
A principal causa de hemorragia pós-parto é a atonia uterina, que ocorre quando o útero não consegue contrair-se adequadamente após a expulsão da placenta.
A atonia uterina é identificada pela palpação de um útero flácido e amolecido, que não está contraído, acompanhado de sangramento vaginal excessivo após o parto.
Fatores de risco incluem sobredistensão uterina (macrossomia, polidrâmnio, gestação múltipla), trabalho de parto prolongado ou precipitado, uso de ocitocina prolongado, multiparidade e corioamnionite.
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