CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2021
Nas gestantes com feto macrossomico, qual complicação pode ocorrer no 4º período do parto mais frequentemente?
Macrossomia fetal ↑ risco de atonia uterina e hemorragia pós-parto no 4º período.
Fetos macrossômicos causam distensão uterina excessiva, o que prejudica a capacidade do útero de contrair-se eficazmente após o parto. Essa falha na contração (atonia uterina) é a principal causa de hemorragia pós-parto, especialmente no 4º período.
A macrossomia fetal, definida como um peso ao nascer igual ou superior a 4000g ou 4500g, dependendo da definição utilizada, é uma condição que aumenta significativamente o risco de diversas complicações obstétricas. Entre elas, a atonia uterina é uma das mais temidas e frequentes, especialmente no 4º período do parto, que compreende a primeira hora após a dequitação da placenta. A fisiopatologia da atonia uterina em fetos macrossômicos está relacionada à sobredistensão do miométrio. Um útero excessivamente distendido por um feto grande, polidrâmnio ou gestação múltipla tem suas fibras musculares estiradas ao máximo, o que compromete sua capacidade de contrair-se adequadamente após a expulsão da placenta. Essa falha na contração impede a compressão dos vasos sanguíneos uterinos, resultando em sangramento excessivo. O manejo da atonia uterina inclui medidas preventivas, como a identificação de fatores de risco (macrossomia, polidrâmnio, multiparidade, trabalho de parto prolongado), e o uso de ocitocina profilática. Em caso de atonia, a massagem uterina e o uso de uterotônicos (ocitocina, metilergonovina, misoprostol) são essenciais. A hemorragia pós-parto é uma das principais causas de mortalidade materna global, e a atonia uterina é responsável por cerca de 70-80% desses casos, tornando o reconhecimento e manejo precoce cruciais.
A macrossomia fetal causa uma distensão excessiva do útero durante a gestação. Essa sobredistensão dificulta a contração eficaz das fibras musculares uterinas após o parto, levando à atonia uterina.
A atonia uterina é a causa mais comum de hemorragia pós-parto (HPP), uma emergência obstétrica que pode levar a choque hipovolêmico e morbimortalidade materna.
O 4º período do parto corresponde à primeira hora após a dequitação da placenta. É um período crítico de vigilância, pois a maioria das hemorragias pós-parto por atonia uterina ocorre nesse intervalo.
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