HSL PUCRS - Hospital São Lucas da PUCRS (RS) — Prova 2023
Lactente, 4 meses, é levado à emergência pediátrica pela mãe, que relata tê-lo encontrado desacordado, cianótico e não responsivo. Ao exame físico, evidencia-se ausência de pulso central. Imediatamente são iniciadas compressões torácicas, abertura de vias aéreas e ventilação. Ao constatar _______________, a conduta mais apropriada é _______________.
Lactente em PCR com AESP ou assistolia → Iniciar compressões + ventilação e aplicar adrenalina o mais rápido possível.
Em lactentes com parada cardiorrespiratória e ausência de pulso, após iniciar compressões e ventilação, a identificação de ritmos não chocáveis como Atividade Elétrica Sem Pulso (AESP) ou assistolia exige a administração imediata de adrenalina, sem atrasos.
A parada cardiorrespiratória (PCR) em lactentes é frequentemente de origem respiratória ou circulatória, e não cardíaca primária, como em adultos. O reconhecimento precoce e a intervenção rápida são cruciais para o prognóstico. O algoritmo de Suporte Avançado de Vida em Pediatria (PALS) é a base para o manejo, enfatizando a importância das compressões torácicas de alta qualidade e ventilação. Após o início da RCP, a avaliação do ritmo cardíaco é fundamental. Em casos de ausência de pulso central, se o monitor cardíaco revela atividade elétrica sem pulso (AESP) ou assistolia, esses são considerados ritmos não chocáveis. A AESP indica que há atividade elétrica organizada no coração, mas sem contração miocárdica efetiva para gerar pulso. Para AESP e assistolia, a conduta mais apropriada, após garantir RCP de alta qualidade, é a administração de adrenalina o mais rápido possível. A adrenalina, um potente vasopressor, aumenta a perfusão de órgãos vitais e a chance de retorno da circulação espontânea. É administrada a cada 3-5 minutos durante a reanimação. A identificação e tratamento das causas reversíveis (Hs e Ts) também são parte integrante do manejo.
Os ritmos de parada cardíaca não chocáveis em pediatria são a assistolia e a atividade elétrica sem pulso (AESP). Nesses casos, a desfibrilação não é indicada, e o foco do tratamento é a reanimação cardiopulmonar (RCP) de alta qualidade e a administração de adrenalina.
Ao constatar AESP em um lactente em parada cardiorrespiratória, a conduta imediata é continuar as compressões torácicas e ventilações de alta qualidade, e administrar adrenalina o mais rápido possível. A adrenalina deve ser repetida a cada 3-5 minutos.
A adrenalina é crucial porque é um vasopressor que aumenta a pressão de perfusão coronariana e cerebral, melhorando as chances de retorno da circulação espontânea (RCE). Ela atua aumentando a contratilidade miocárdica e a resistência vascular sistêmica, sendo a principal droga para ritmos não chocáveis.
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