Atividade Elétrica Sem Pulso Pediátrica: Causa e Manejo

SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2020

Enunciado

Uma criança de 7 anos, 20 kg, arresponsiva e sem pulso, apresenta o seguinte ritmo no traçado do ECG mostrado abaixo.Dentre as hipóteses abaixo, a principal hipótese diagnóstica e sua causa são, respectivamente,

Alternativas

  1. A) Atividade elétrica sem pulso e hipóxia.
  2. B) Assistolia e hipotermia.
  3. C) Taquicardia ventricular sem pulso e acidose.
  4. D) Taquicardia sinusal e sepse.
  5. E) Taquicardia supraventricular e febre.

Pérola Clínica

PCR pediátrica sem pulso + ritmo organizado no ECG = Atividade Elétrica Sem Pulso (AESP), causa mais comum é hipóxia.

Resumo-Chave

Em crianças, a parada cardíaca é frequentemente de origem respiratória ou hipóxica, resultando em ritmos não chocáveis como a Atividade Elétrica Sem Pulso (AESP) ou assistolia. A hipóxia é a principal causa subjacente, e seu reconhecimento e tratamento são cruciais na reanimação pediátrica.

Contexto Educacional

A parada cardíaca em crianças difere significativamente daquela em adultos, sendo predominantemente de origem respiratória ou circulatória, culminando em hipóxia e acidose. Isso resulta em ritmos de parada cardíaca não chocáveis, como a assistolia e a Atividade Elétrica Sem Pulso (AESP), em cerca de 80-90% dos casos pediátricos. A AESP é caracterizada pela presença de atividade elétrica organizada no eletrocardiograma, mas sem pulso palpável, indicando uma falha na contração miocárdica efetiva ou na perfusão. O reconhecimento rápido desses ritmos e a identificação das causas subjacentes são cruciais para o sucesso da reanimação. A hipóxia é a causa mais comum de parada cardíaca em crianças, frequentemente precedida por insuficiência respiratória ou choque prolongado. Outras causas reversíveis, conhecidas como 'H's e 'T's, incluem hipovolemia, hipotermia, hipo/hipercalemia, acidose, hipoglicemia, toxinas, tamponamento cardíaco, pneumotórax hipertensivo e trombose. A fisiopatologia da hipóxia leva à disfunção miocárdica, bradicardia progressiva e, eventualmente, à parada cardíaca. A avaliação rápida do estado respiratório e circulatório é essencial para prevenir a progressão para a parada. O manejo da AESP em pediatria envolve compressões torácicas de alta qualidade, ventilação adequada e a administração de epinefrina a cada 3-5 minutos. O foco principal, no entanto, é a identificação e correção das causas reversíveis. A reanimação deve ser contínua e sistemática, seguindo os algoritmos de Suporte Avançado de Vida em Pediatria (PALS). A monitorização contínua do ECG e a avaliação do pulso são fundamentais para guiar as intervenções e determinar a eficácia da reanimação.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais causas de parada cardíaca em crianças?

Em crianças, a parada cardíaca é mais frequentemente secundária a insuficiência respiratória ou choque, levando a hipóxia e acidose. As causas mais comuns incluem doenças respiratórias graves (asma, bronquiolite), choque hipovolêmico, choque séptico, bradicardia grave e, menos frequentemente, causas cardíacas primárias.

Como diferenciar Atividade Elétrica Sem Pulso (AESP) de assistolia no ECG?

Na AESP, o monitor cardíaco exibe alguma atividade elétrica organizada (complexos QRS, ondas P, etc.), mas não há pulso palpável. Na assistolia, o monitor mostra uma linha isoelétrica ou atividade elétrica mínima e desorganizada, sem pulso. Ambos são ritmos não chocáveis.

Qual a conduta inicial para Atividade Elétrica Sem Pulso (AESP) em pediatria?

A conduta inicial para AESP em pediatria segue o algoritmo de reanimação cardiopulmonar pediátrica, com foco em compressões torácicas de alta qualidade e ventilação. É crucial identificar e tratar as causas reversíveis (os 'H's e 'T's), como hipóxia, hipotermia, hipovolemia, acidose, pneumotórax hipertensivo, tamponamento cardíaco, toxinas e trombose.

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