SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2024
Durante a assistência a um paciente em parada cardiorrespiratória no ambiente hospitalar, foi realizada a checagem de ritmo, com o traçado apresentado.O ritmo representado no traçado é
AESP: Ritmo organizado no monitor, mas sem pulso palpável → Não chocável, iniciar compressões e adrenalina.
Em um contexto de Parada Cardiorrespiratória (PCR), um ritmo que parece organizado no monitor (passível de pulso visualmente) mas sem pulso palpável é característico de Atividade Elétrica Sem Pulso (AESP). Este é um ritmo não chocável, e a conduta primária é compressões torácicas de alta qualidade e administração de adrenalina.
A Parada Cardiorrespiratória (PCR) é uma emergência médica que exige reconhecimento rápido e intervenção imediata. Os ritmos de PCR são classificados em chocáveis (Fibrilação Ventricular e Taquicardia Ventricular sem pulso) e não chocáveis (Atividade Elétrica Sem Pulso - AESP e Assistolia). A AESP é um ritmo não chocável caracterizado pela presença de atividade elétrica organizada no eletrocardiograma, mas sem pulso palpável, indicando falha na contração mecânica do coração. A fisiopatologia da AESP envolve diversas causas reversíveis, como hipovolemia, hipóxia, acidose, hipo/hipercalemia, hipotermia (os 5 Hs), e toxinas, tamponamento cardíaco, pneumotórax hipertensivo, trombose coronariana e trombose pulmonar (os 5 Ts). O reconhecimento e tratamento dessas causas são cruciais para a reversão da PCR. O diagnóstico é feito pela ausência de pulso em um paciente com atividade elétrica no monitor. O manejo da AESP segue o algoritmo do ACLS (Advanced Cardiovascular Life Support), priorizando compressões torácicas de alta qualidade, ventilação adequada e administração de adrenalina a cada 3-5 minutos. A desfibrilação não é indicada para AESP. A identificação e tratamento das causas reversíveis são passos fundamentais para aumentar as chances de retorno à circulação espontânea (RCE). Residentes devem dominar a sequência de ações e a busca ativa por essas etiologias.
Os ritmos de parada cardiorrespiratória não chocáveis são a Atividade Elétrica Sem Pulso (AESP) e a Assistolia. Ambos se caracterizam pela ausência de pulso e não respondem à desfibrilação, exigindo compressões torácicas e administração de adrenalina.
A conduta inicial para um paciente em PCR com AESP é iniciar imediatamente as compressões torácicas de alta qualidade, administrar adrenalina 1 mg IV/IO a cada 3-5 minutos e buscar e tratar as causas reversíveis (5 Hs e 5 Ts).
A AESP é diferenciada pela presença de atividade elétrica organizada no monitor (que pode parecer um ritmo com pulso) na ausência de pulso palpável. Diferente da assistolia (linha reta) e dos ritmos chocáveis (fibrilação ventricular e taquicardia ventricular sem pulso).
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