UFMT/HUJM - Hospital Universitário Júlio Müller - Cuiabá (MT) — Prova 2020
Qual alternativa NÃO apresenta causa de parada cardíaca em atividade elétrica sem pulso?
AESP: lembre-se dos 5 Hs e 5 Ts. Hipercalcemia NÃO é causa primária de AESP.
A atividade elétrica sem pulso (AESP) é uma forma de parada cardíaca onde há atividade elétrica organizada no ECG, mas sem pulso palpável. Suas causas são classicamente divididas em 5 Hs (Hipovolemia, Hipóxia, H+ acidose, Hipo/Hipercalemia, Hipotermia) e 5 Ts (Tensão pneumotórax, Tamponamento cardíaco, Toxinas, Trombose coronariana, Trombose pulmonar). A hipercalcemia é uma causa rara de parada cardíaca, mas não tipicamente AESP.
A Atividade Elétrica Sem Pulso (AESP) é uma condição crítica na parada cardíaca, caracterizada pela presença de atividade elétrica organizada no eletrocardiograma, mas ausência de pulso palpável. É fundamental para o residente reconhecer e tratar suas causas reversíveis, que são categorizadas nos "5 Hs e 5 Ts". A rápida identificação e correção dessas etiologias são cruciais para a sobrevida do paciente. As causas dos "5 Hs" incluem hipovolemia, hipóxia, íons H+ (acidose), hipo/hipercalemia e hipotermia. Os "5 Ts" abrangem tensão pneumotórax, tamponamento cardíaco, toxinas, trombose coronariana (infarto agudo do miocárdio) e trombose pulmonar (tromboembolismo pulmonar maciço). A fisiopatologia da AESP envolve a falha da bomba cardíaca em gerar débito, apesar da atividade elétrica, geralmente por obstrução ao fluxo, hipoperfusão grave ou disfunção miocárdica extrema. O tratamento da AESP foca na identificação e correção da causa subjacente, enquanto se mantém o suporte básico e avançado de vida. A adrenalina é administrada a cada 3-5 minutos, e a qualidade das compressões torácicas é primordial. A hipercalcemia, embora possa causar arritmias e parada cardíaca, não é classicamente listada como uma causa primária de AESP nos algoritmos de ACLS, sendo mais associada a disfunções eletrolíticas que podem levar a ritmos chocáveis ou assistolia.
As principais causas de AESP são categorizadas em 5 Hs (hipovolemia, hipóxia, íons H+, hipo/hipercalemia, hipotermia) e 5 Ts (tensão pneumotórax, tamponamento cardíaco, toxinas, trombose coronariana, trombose pulmonar). A identificação e correção dessas causas reversíveis são cruciais.
A hipoxemia grave leva à disfunção miocárdica e cerebral, resultando em acidose metabólica e falha da bomba cardíaca. A falta de oxigênio impede a produção de ATP, essencial para a contração miocárdica eficaz, culminando em AESP.
A hipercalcemia, embora possa causar arritmias e, em casos extremos, parada cardíaca, não é classicamente listada como uma causa primária comum de AESP nos algoritmos de ACLS. Ela é mais frequentemente associada a disfunções eletrolíticas que podem levar a ritmos chocáveis ou assistolia, mas não tipicamente AESP.
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