PCR em AESP: Manejo Correto com Epinefrina (ACLS)

HR Presidente Prudente - Hospital Regional de Presidente Prudente (SP) — Prova 2023

Enunciado

Um paciente é trazido à sala de emergência em parada cardiorrespiratória. Foi constatada parada cardíaca em atividade elétrica sem pulso.Seguindo as diretrizes mais atuais, assinale a alternativa que apresenta a conduta correta.

Alternativas

  1. A) A atropina foi reintroduzida no protocolo como opção à epinefrina.
  2. B) A vasopressina alternada à epinefrina ou à atropina, em intervalos de 3 a 5 minutos, é uma estratégia aceita.
  3. C) As drogas apresentam papel secundário nas diretrizes atuais, podendo ser utilizadas compressões torácicas isoladamente.
  4. D) Aplicar epinefrina logo após a detecção do ritmo não chocável.
  5. E) Iniciar as compressões e somente introduzir drogas no protocolo após o primeiro ciclo.

Pérola Clínica

Em PCR com AESP, epinefrina deve ser administrada o mais rápido possível após detecção do ritmo.

Resumo-Chave

Nas diretrizes atuais de ACLS, a epinefrina é a droga de escolha para ritmos não chocáveis (AESP e assistolia) e deve ser administrada precocemente, a cada 3-5 minutos, em conjunto com compressões torácicas de alta qualidade.

Contexto Educacional

A Parada Cardiorrespiratória (PCR) em Atividade Elétrica Sem Pulso (AESP) é um ritmo não chocável que exige uma abordagem sistemática e rápida, seguindo as diretrizes de Suporte Avançado de Vida em Cardiologia (ACLS). A AESP é caracterizada pela presença de atividade elétrica organizada no eletrocardiograma, mas sem pulso palpável, indicando falha mecânica do coração. O prognóstico para AESP é geralmente reservado, mas a identificação e tratamento das causas reversíveis são fundamentais. As diretrizes atuais enfatizam a importância das compressões torácicas de alta qualidade e a administração precoce de epinefrina. A epinefrina, um vasopressor, deve ser administrada o mais rápido possível após a detecção do ritmo não chocável e repetida a cada 3-5 minutos. Diferente de diretrizes anteriores, a atropina e a vasopressina não são mais recomendadas para o manejo da PCR em AESP, pois não demonstraram benefício na melhora dos desfechos. Além das manobras de RCP e da administração de epinefrina, a busca ativa e o tratamento das causas reversíveis (5H's e 5T's) são pilares do manejo da AESP. A correção de hipovolemia, hipóxia, acidose, distúrbios eletrolíticos, hipotermia, pneumotórax hipertensivo, tamponamento cardíaco, intoxicações e eventos trombóticos pode reverter a PCR e melhorar as chances de retorno à circulação espontânea.

Perguntas Frequentes

Qual o papel da epinefrina no manejo da PCR em AESP?

A epinefrina é um vasopressor que aumenta a pressão de perfusão coronariana e cerebral, melhorando as chances de retorno à circulação espontânea (RCE). É a droga de escolha para ritmos não chocáveis (AESP e assistolia) e deve ser administrada precocemente.

Quais são as principais causas reversíveis de AESP?

As causas reversíveis de AESP são as 5H's e 5T's: Hipovolemia, Hipóxia, H+ (acidose), Hipo/Hipercalemia, Hipotermia; Tensão pneumotórax, Tamponamento cardíaco, Toxinas, Trombose coronariana, Trombose pulmonar. A identificação e correção dessas causas são cruciais.

Por que a atropina e a vasopressina não são mais recomendadas para PCR em AESP?

Estudos demonstraram que a atropina não oferece benefício na PCR em AESP/assistolia. A vasopressina foi removida do algoritmo de PCR em 2015, pois não demonstrou superioridade sobre a epinefrina e não melhorou os desfechos de sobrevida.

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