AESP na PCR: Próximas Condutas e Manejo da Via Aérea

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2024

Enunciado

Um adolescente não identificado, encontrado desacordado numa festa Rave, é atendido pelo SAMU. Há relatos de que consumiu drogas de abuso e álcool minutos antes de ser encontrado. À avaliação está sem respiração e sem pulso, segundo relatos há pelo menos 10 minutos. Dois socorristas iniciam a realização das compressões e das ventilações. São colocados eletrodos no paciente, identificando-se atividade elétrica sem pulso (AESP). A partir desse diagnóstico, é realizado acesso venoso de urgência.Assinale a alternativa que apresenta as próximas condutas imediatas.

Alternativas

  1. A) Pausar massagem cardíaca e obter via aérea segura.
  2. B) Obter via aérea segura e iniciar administração de drogas.
  3. C) Prosseguir com compressões e insuflações coordenadas.
  4. D) Realizar desfibrilação e, depois, retornar com as compressões.

Pérola Clínica

Na AESP, após iniciar RCP e obter acesso, a próxima conduta é pausar compressões para obter via aérea segura e buscar causas reversíveis.

Resumo-Chave

Em um cenário de AESP, após o início das compressões e ventilações e obtenção de acesso venoso, a prioridade é garantir uma via aérea segura (intubação orotraqueal) para otimizar a ventilação e, simultaneamente, investigar e tratar as causas reversíveis (5Hs e 5Ts).

Contexto Educacional

A Atividade Elétrica Sem Pulso (AESP) é um ritmo de parada cardiorrespiratória (PCR) em que há atividade elétrica organizada no eletrocardiograma, mas sem pulso palpável. Isso indica que o coração não está gerando débito cardíaco suficiente para perfundir os órgãos. O manejo da AESP segue o algoritmo do Advanced Cardiovascular Life Support (ACLS), que enfatiza a ressuscitação cardiopulmonar (RCP) de alta qualidade e a identificação e tratamento das causas reversíveis. Após iniciar as compressões e ventilações, e obter um acesso venoso, a próxima etapa crucial é garantir uma via aérea segura, geralmente através da intubação orotraqueal. Isso permite ventilações mais eficazes e com menos interrupções nas compressões. Simultaneamente, a equipe deve buscar ativamente as causas reversíveis (5Hs e 5Ts), pois o tratamento específico dessas condições é a chave para a reversão da AESP. A desfibrilação não é indicada na AESP, pois o problema não é um ritmo elétrico caótico, mas sim uma falha mecânica ou metabólica. A administração de drogas como a epinefrina é parte do algoritmo, mas a prioridade inicial após o acesso é a via aérea e a busca pelas causas subjacentes para otimizar as chances de retorno à circulação espontânea (RCE).

Perguntas Frequentes

Quais são as causas reversíveis da AESP?

As causas reversíveis da AESP são conhecidas como 5Hs (Hipovolemia, Hipóxia, H+ acidose, Hipo/Hipercalemia, Hipotermia) e 5Ts (Tensão pneumotórax, Tamponamento cardíaco, Toxinas, Trombose coronariana, Trombose pulmonar).

Por que a desfibrilação não é indicada na AESP?

A desfibrilação é indicada para ritmos chocáveis (Fibrilação Ventricular e Taquicardia Ventricular sem pulso). Na AESP, há atividade elétrica organizada, mas sem pulso, indicando que o problema não é elétrico, mas sim mecânico ou metabólico.

Qual a importância da via aérea segura na PCR com AESP?

A obtenção de uma via aérea segura, como a intubação orotraqueal, garante ventilações eficazes e controladas, minimizando interrupções nas compressões torácicas e otimizando a oxigenação, essencial para o tratamento das causas subjacentes da AESP.

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