SMS Foz do Iguaçu - Secretaria Municipal de Saúde (PR) — Prova 2025
Durante o atendimento a um paciente em Atividade Elétrica Sem Pulso (AESP), com complexo QRS estreito, a equipe médica considera diferentes etiologias possíveis. Baseado nas manifestações clínicas e eletrocardiográficas tipicas, assinale a alternativa que descreve as causas mecânicas mais frequentemente associadas ao referido padrão eletrocardiográfico.
AESP com QRS estreito → pensar em causas mecânicas como pneumotórax hipertensivo e tamponamento cardíaco.
Em AESP com QRS estreito, as causas mecânicas como pneumotórax hipertensivo e tamponamento cardíaco são cruciais, pois são potencialmente reversíveis e requerem intervenção imediata (descompressão torácica ou pericardiocentese).
A Atividade Elétrica Sem Pulso (AESP) é um ritmo de parada cardíaca em que há atividade elétrica organizada no eletrocardiograma, mas ausência de pulso palpável. É uma das formas de parada cardiorrespiratória e seu manejo eficaz depende da rápida identificação e tratamento das causas subjacentes. A diferenciação entre AESP com QRS estreito e QRS largo pode guiar a investigação etiológica. Quando o complexo QRS é estreito (<0,12s), geralmente indica que o problema não está na condução elétrica ventricular, mas sim em uma falha mecânica do coração em bombear sangue, apesar da atividade elétrica. As causas mecânicas mais frequentemente associadas a este padrão incluem pneumotórax hipertensivo, que impede o retorno venoso e o enchimento cardíaco, e tamponamento cardíaco, que comprime o coração e impede seu enchimento. Outras causas importantes são hipovolemia grave e tromboembolismo pulmonar maciço. O tratamento da AESP foca na ressuscitação cardiopulmonar de alta qualidade e na identificação e correção das causas reversíveis (os "5 Hs e 5 Ts"). Para pneumotórax hipertensivo, a descompressão torácica com agulha ou dreno é vital. Para tamponamento cardíaco, a pericardiocentese de emergência é salvadora. A rápida intervenção nessas condições mecânicas é crucial para a sobrevida do paciente.
As causas mais comuns de AESP com QRS estreito incluem pneumotórax hipertensivo, tamponamento cardíaco, hipovolemia grave e tromboembolismo pulmonar maciço.
O pneumotórax hipertensivo aumenta a pressão intratorácica, comprimindo o coração e os grandes vasos, o que impede o enchimento ventricular e reduz drasticamente o débito cardíaco, levando à AESP.
A conduta imediata para tamponamento cardíaco em AESP é a pericardiocentese de emergência, que alivia a pressão sobre o coração e permite o enchimento ventricular, restaurando o débito cardíaco.
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