AESP com QRS Estreito: Causas Mecânicas e Manejo

SMS Foz do Iguaçu - Secretaria Municipal de Saúde (PR) — Prova 2025

Enunciado

Durante o atendimento a um paciente em Atividade Elétrica Sem Pulso (AESP), com complexo QRS estreito, a equipe médica considera diferentes etiologias possíveis. Baseado nas manifestações clínicas e eletrocardiográficas tipicas, assinale a alternativa que descreve as causas mecânicas mais frequentemente associadas ao referido padrão eletrocardiográfico.

Alternativas

  1. A) Hipercalemia e acidose metabólica.
  2. B) Pneumotórax hipertensivo e tamponamente cardíaco.
  3. C) Intoxicação por bloqueador de canal de sódio e hipotermia.
  4. D) IAM de parede anterior e acidose metabólica.
  5. E) Hipocalemia e tromboembolismo pulmonar.

Pérola Clínica

AESP com QRS estreito → pensar em causas mecânicas como pneumotórax hipertensivo e tamponamento cardíaco.

Resumo-Chave

Em AESP com QRS estreito, as causas mecânicas como pneumotórax hipertensivo e tamponamento cardíaco são cruciais, pois são potencialmente reversíveis e requerem intervenção imediata (descompressão torácica ou pericardiocentese).

Contexto Educacional

A Atividade Elétrica Sem Pulso (AESP) é um ritmo de parada cardíaca em que há atividade elétrica organizada no eletrocardiograma, mas ausência de pulso palpável. É uma das formas de parada cardiorrespiratória e seu manejo eficaz depende da rápida identificação e tratamento das causas subjacentes. A diferenciação entre AESP com QRS estreito e QRS largo pode guiar a investigação etiológica. Quando o complexo QRS é estreito (<0,12s), geralmente indica que o problema não está na condução elétrica ventricular, mas sim em uma falha mecânica do coração em bombear sangue, apesar da atividade elétrica. As causas mecânicas mais frequentemente associadas a este padrão incluem pneumotórax hipertensivo, que impede o retorno venoso e o enchimento cardíaco, e tamponamento cardíaco, que comprime o coração e impede seu enchimento. Outras causas importantes são hipovolemia grave e tromboembolismo pulmonar maciço. O tratamento da AESP foca na ressuscitação cardiopulmonar de alta qualidade e na identificação e correção das causas reversíveis (os "5 Hs e 5 Ts"). Para pneumotórax hipertensivo, a descompressão torácica com agulha ou dreno é vital. Para tamponamento cardíaco, a pericardiocentese de emergência é salvadora. A rápida intervenção nessas condições mecânicas é crucial para a sobrevida do paciente.

Perguntas Frequentes

Quais são as causas mais comuns de AESP com QRS estreito?

As causas mais comuns de AESP com QRS estreito incluem pneumotórax hipertensivo, tamponamento cardíaco, hipovolemia grave e tromboembolismo pulmonar maciço.

Como o pneumotórax hipertensivo causa AESP?

O pneumotórax hipertensivo aumenta a pressão intratorácica, comprimindo o coração e os grandes vasos, o que impede o enchimento ventricular e reduz drasticamente o débito cardíaco, levando à AESP.

Qual a conduta imediata para tamponamento cardíaco em AESP?

A conduta imediata para tamponamento cardíaco em AESP é a pericardiocentese de emergência, que alivia a pressão sobre o coração e permite o enchimento ventricular, restaurando o débito cardíaco.

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