IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2018
Um escolar de 5 anos é levado ao pronto-socorro. Na avaliação inicial não responde ao ser chamado, não respira e não apresenta pulso; após o primeiro ciclo de 2 minutos de ressuscitação cardíaca de qualidade, é visualizado no monitor um ritmo sinusal com frequência cardíaca de 40 batimentos por minutos, com o paciente ainda sem pulsos centrais palpáveis. Qual é a conduta a seguir?
Ritmo sinusal com FC < 60 bpm e sem pulsos em PCR pediátrica → Adrenalina imediata.
Em um cenário de parada cardiorrespiratória pediátrica, mesmo com um ritmo sinusal visualizado no monitor, a ausência de pulsos centrais palpáveis e uma frequência cardíaca de 40 bpm configuram uma Atividade Elétrica Sem Pulso (AESP) ou bradicardia sintomática grave. A conduta imediata e prioritária é a administração de adrenalina para tentar restaurar a perfusão.
A Atividade Elétrica Sem Pulso (AESP) é uma das causas de parada cardiorrespiratória (PCR) em pediatria, representando um desafio no manejo devido à presença de atividade elétrica organizada sem perfusão. É crucial para o residente reconhecer essa condição e agir prontamente, pois o prognóstico está diretamente ligado à rapidez das intervenções. No cenário de PCR pediátrica, após os ciclos iniciais de ressuscitação cardiopulmonar de alta qualidade, a avaliação do ritmo cardíaco e a presença de pulso são determinantes. Se houver atividade elétrica organizada (como um ritmo sinusal) mas sem pulso palpável, configura-se AESP. A fisiopatologia frequentemente envolve causas reversíveis como hipóxia, acidose, hipovolemia, hipotermia, hipo/hipercalemia, toxinas, tamponamento cardíaco, pneumotórax hipertensivo e trombose (coronariana ou pulmonar). A conduta imediata na AESP, após a RCP e identificação do ritmo, é a administração de adrenalina a cada 3-5 minutos, enquanto se busca e trata as causas reversíveis. A adrenalina atua como um potente vasopressor e cronotrópico, aumentando a pressão de perfusão e a chance de retorno da circulação espontânea. É vital que o residente domine o algoritmo de PCR pediátrica para otimizar o tempo de resposta e melhorar os desfechos.
A AESP é uma forma de parada cardiorrespiratória caracterizada pela presença de atividade elétrica organizada no monitor cardíaco, mas sem pulso central palpável. Isso significa que o coração tem atividade elétrica, mas não está bombeando sangue eficazmente.
A adrenalina é a principal droga utilizada no manejo da AESP pediátrica. Ela é administrada para aumentar a frequência cardíaca, a contratilidade miocárdica e a pressão de perfusão coronariana e cerebral.
Cardioversão é indicada para taquiarritmias sintomáticas com pulso. Desfibrilação é indicada para ritmos chocáveis de parada, como fibrilação ventricular (FV) ou taquicardia ventricular sem pulso (TVSP), que não são o caso de AESP ou bradicardia.
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